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Ar Rannou (As Séries)

Apresentado no VI Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta – EBDRC

Material de apoio

Correspondências Direcionais 1

Correspondências Direcionais 2

Saltair na Rann

Do Ritual

Druida e Drui

Greinobilacon

Segundo Taliesin (Preiddeu Annwfn), y peir pen annwfyn (o caldeirão do chefe de Annwn), o anadyl naw morwyn gochyneuit (pelo alento de nove donzelas era gentilmente aquecido).

Em Pa Gur, diz-se que Cai matou nove bruxas.

Pomponius Mela (séc. I d. C.) escreveu que, na ilha chamada Sena (Enez-Sun), na costa da Bretanha, um grupo de nove sacerdotisas atendia o oráculo de um deus céltico. Além de capacidades divinatórias, essas nove sacerdotisas possuíam poderes de cura, metamorfose e controle do vento e das ondas.

Essas nove sacerdotisas reaparecem como bruxas na biografia de São Sanson (séc. VI), um dos fundadores da igreja bretã, mas vivendo numa floresta remota juntamente com sua mãe.

Estão presentes na Vida de Merlin, de Galfridus Monemutensis. São nove irmãs lideradas por Morgen, especialistas nas artes da cura, habitando na “Insula Pomorum” (Ilha das Maçãs).

As mesmas nove mulheres surgem na lenda de Peredur ab Efrawc. São as “feiticeiras de Gloucester” (Caerloyw < Gloui < Gleuon/Glouvia, “lugar brilhante” < proto-céltico wolugus, “luz”, galês golau, bretão goulou; Gloucester foi o local do encarceramento de Mabon) em cujo palácio Peredur recebeu armas e foi iniciado nos caminhos da cavalaria.

É interessante observar que Peredur recebeu a iniciação guerreira na Cidade da Luz, ao passo que Cúchulainn foi iniciado na Ilha das Sombras. Nos dois casos, a espada veio de mãos femininas. Como as armas de Llew, como a espada de Arthur. Segundo a interpretação de Maria Nazareth Alvim de Barros (Uma Luz sobre Avalon) o motivo recorrente na mitologia céltica da iniciação guerreira conferida por mulheres (humanas ou divinas) seria simbólico de que a força deve ser sempre temperada pela compaixão.

Bellouesus /|\

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