Arquivo da categoria: meio-ambiente

5o. EBDRC

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5o. EBDRC – Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta

NAS PEGADAS DOS DEUSES
Mitos e Ritos dos Celtas

Pela primeira vez no Nordeste do Brasil

Recife – PE

18, 19 e 20 de abril de 2014

Onde: Pousada Aldeia dos Camarás (Rua Alcides Maia, 301, Camaragibe, Recife – PE), fone (81) 8923-4065 (falar com Renata Gueiros)

pousada

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Valor* das inscrições e formas de pagamento: (hospedagem + refeições + palestras/oficinas):

De 29/11/2013 a 31/12/2013: R$ 282,00 em até 3x de R$ 94,00 (dez/jan/fev).
De 01/01/2014 a 31/01/2014: R$ 312,00 em até 2x de 156,00 (jan/fev).
A partir de 01/02/2014: R$ 342,00 em parcela única.

* Translado das vans incluído.

Refeições: café da manhã (dias 19 e 20), almoço (dias 18, 19 e 20), coffee break (dias 18 e 19) e jantar (dias 18 e 19), num total de 9 refeições.

INSCRIÇÃO

Informações pessoais

Nome completo:
RG:
CPF:
Cidade:
Estado:
Fone para contato:
E-mail:
Nome para o crachá:

Pertence a algum grupo (nemeton, caer, grove, ordem, coven, outro)?
Nome:

Druidismo? ( )
Reconstrucionismo Celta? ( )
Outro? ( ) Qual? …………………………

Iniciante em Druidismo ( ) Sim ( ) Não
Iniciante em Reconstrucionismo Celta? ( ) Sim ( ) Não

A inscrição somente será efetuada após confirmação do depósito na conta*:

Banco: Bradesco
Agência: 3201-8
Conta-corrente: 0520165-9
Nome: Renata Romero Gueiros

Enviar dados da operação ou comprovante para o e-mail: renatita@gmail.com.

* No caso de parcelamento, após a comprovação do pagamento da última parcela; menores de idade somente acompanhados dos pais.

Cronograma provisório

5ebdrc

1º. dia – 18/04 (sexta-feira)

9:00 às 11:30

Recepção e acomodação

12:00

Almoço

14:00

Abertura do V EBDRC

14:30

Palestra

Belloesus īsarnos

(RS)

A Religião dos Celtas – Inscrições, iconografia,
literatura – O que os próprios celtas disseram e o que os outros disseram
sobre eles

16:00

Palestra

Renata Gueiros

(PE)

O Papel das Mulheres no Druidismo –
Ontem e Hoje

17:00

Coffee break

17:45

Workshop

Bandruir

(RJ)

Clava e Harpa, Corpo e Alma: A Magia
Bárdica nos Rituais

18:45

Intervalo

19:00

Jantar

20:00

Mesa Redonda

Todas as Árvores do Bosque: caminhos e rumos do Druidismo
no Brasil

21:30

Fim das atividades do dia

2º. dia – 19/04 (sábado)

7:00 às 9:30

Café da Manhã

9:30   

Palestra

Druida
do Vento (MS)

A Sacralidade Local e os Ritos Sazonais

10:40

Atividade

Rowena e Endovelicon (SP)

Aquecendo os Caldeirões

12:10

Almoço

14:00 

Palestra

Rafael Corr (SC)

Música Tradicional Irlandesa – Uma
análise interativa de sua temática e influência no cenário folk atual

15:10

Atividade

Wallace William de Souza
(SP)

A Rainha Égua – A Retomada da Soberania.

16:30

Coffee break

17:15

Atividade

Marcela
Badolatto (SP)

Tema a definir

18:30

Intervalo

19:00

Jantar

20:00

 

Oficina

Belloesus īsarnos

 (RS)

1ª parte – Não diga emãcóu.

2ª parte – Técnicas
básicas para a criação e uso de selos mágicos.

21:30

Fim das atividades do dia

3º. dia – 20/04 (domingo)

7:00 às 9:30

Café da Manhã

9:00   

Palestra

Joab Nascimento (PB)

Ritos Sacrificiais e Sacrifícios Rituais: Do Antigo ao Atual

10:10

Atividade

Marcos
Reis (SP)

Confeccionando o Ramo de Prata: tecendo a ligação
entre os Reinos.

11:40

Intervalo

12:00

Almoço

14:00

Visita ao Instituto Ricardo Brennand**

 

Encerramento

** Opcional, R$ 20,00 entrada inteira e R$10,00 a meia.

Edições anteriores:

2010I EBDRC: Florianópolis – SC – Sul
2011II EBDRC: Cotia – SP – Sudeste
2012III EBDRC: Novo Hamburgo – RS – Sul
2013IV EBDRC: Cotia – SP – Sudeste

Fotos AQUI.

Pousada Aldeia dos Camarás

Bellouesus /|\

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Fazendo Oferendas

O tipo da oferenda e o modo de oferecer dependem da deidade e da ocasião.Fire Sacrifice

Oferendas podem ser expostas, enterradas, queimadas, lançadas na água ou “entregues” de outros modos.

Uma oferenda de alimentos (carne, leite e derivados, bebidas alcoólicas, grãos e derivados) e/ou ervas e flores (frescas ou secas) pode ser exposta/enterrada, mas também é agradável aos Imortais que pessoas com fome sejam alimentadas em seu nome. As lendas mostram que as Tuatha Dé Dannan valorizam anfitriões generosos e amaldiçoam terrivelmente aqueles que se mostram mesquinhos. Elas regulam a abundância do solo, a fertilidade do corpo e do espírito. Portanto, não convém ser mesquinho com elas. Você nunca sabe quando um Imortal disfarçado vai cruzar o seu caminho.

Os Deuses gostam de celebrações, portanto é agradável reunir e divertir pessoas em seu nome, oferecendo a energia dos participantes, sua vitalidade e felicidade por estarem reunidos, como sacrifício.

Objetos significativos podem ser enterrados, depositados diretamente no ventre escuro da Mãe.

Cartas, pedidos, tecidos, alimentos, bebidas alcoólicas podem ser lançados no fogo ritual. O fogo é uma das portas para o Outro Mundo e ele próprio é um Deus, Aedus, o Fogo Sacrificial de apetite inesgotável, que pode também ser o Dagda.

Objetos podem ser amarrados a árvores, lançados na água (fontes, rios, lagoas, o mar) como oferendas a deidades relacionadas a esse elemento ou para que sua energia passe diretamente ao Outro Mundo, pois massas de água são também um portal. Mas nada de sujar os rios ou deixar que as praias fiquem imundas, isso é abominação, não importa o motivo.

Todas as oferendas, antes de ser entregues, devem morrer para este mundo. Cartas e tecidos devem rasgados, objetos de metal (armas, joias e outros) devem ser quebrados e/ou entortados, de modo a tornarem-se inúteis para nós. Isso permite que se desprenda o espírito do objeto.

Mas não importa o que você dê ou como. Você não é aquilo que você possui para dar e você não pode enganar os Deuses dando o que não é seu. A única oferenda verdadeira (as outras não são falsas, mas são apenas simbólicas) é você mesmo, sua própria força de vida.

Sempre que preparamos um ritual, este não vai começar com a reunião dos participantes ou com o estabelecimento do círculo (para os que o fazem). Começa muito antes, quando ele é decidido, quando os elementos são reunidos, quando são realizadas as atividades tendentes à sua execução. Preparar o ato de oferecer já é uma parte da oferenda e deve ser feito com reverência.

O bardo Taliesin disse: “Sou a reverência, que é um receptáculo aberto”. O que é isso? Não é difícil: a reverência é a disposição espiritual que permite a abertura para a awen.

E não existe uma flor sagrada: todas o são. E as abelhas também. E até mesmo o esterco que o jardineiro espalhou como adubo. E o próprio jardineiro. Todas as coisas são inerentemente puras.

Bellouesus /|\

O homem é uma criatura teleológica

O homem é uma criatura teleológica: toda ação humana tem uma finalidade.

Quando criamos leis de proteção ambiental, isso se dá em proveito do homem (não para, em razão de ou sobre a natureza, uma vez que o ser humano não pode legislar sobre a natureza – Ela se arranja admiravelmente bem sem o homem), porque se percebe que a degradação do meio-ambiente compromete a qualidade de vida não apenas das pessoas que hoje povoam o mundo, mas também a das gerações futuras. A irresponsabilidade dos homens de hoje no trato com a natureza arruína o bem-estar dos homens do futuro, rouba sua oportunidade de se desenvolverem com os mesmos recursos de que seus antepassados desfrutaram.

Destruir (ou não conservar) a pureza da terra é um roubo, um ato de violência dos homens presentes contra si mesmos e contra seus descendentes, o que o druidismo não aprova – e, se alguém disser o contrário, está errado.

Independentemente de considerações de outra ordem, a natureza é importante para a sensibilidade céltica. Vejamos um antigo poema sobre o inverno:

Scel lem duib:
dordaid dam,
snigid gaim,
ro-faith sam.

Gaeth ard uar,
isel grian,
gair a rith,
ruirthech rian.

Roruad rath,
ro-cleth cruth,
ro-gab gnath
gingrann guth.

Ro-gab uacht
etti en,
aigre re:
e mo scel.

Eis aqui uma canção:
Neve o inverno derrama,
Estrondeiam os gamos,
Vai-se o verão.

No alto sopra o frio,
Baixo está o sol,
O dia é curto,
Revoltos os mares.

Moitas de samambaias avermelham-se,
Ocultas estão as formas.
Gansos selvagens elevam
Os gritos de costume.

Cinge agora o frio
As asas dos passarinhos.
Um tempo gélido:
Essa é minha rima.

A antiga lei céltica (tal como encontrada no “An Senchus Mór” e no “Crith Gablach”) lidava com a interação entre o homem e a natureza de forma tão abrangente como com a interação do homem com outros homens. Extensos poemas legais (pois os textos legais eram muitas vezes versificados) elencavam várias classes de árvores e as penalidades por crimes cometidos contra elas, tais como abrir caminho negligentemente por uma floresta (imagine então derrubar ou queimar uma floresta inteira!).

Alguns desses poemas trazem títulos como “O Furto da Árvore Frutífera”, “A Mutilação do Espinheiro-Branco”, “O Perigo do Amieiro”, que, obviamente, constituem crimes contra o homem, tanto quanto crimes contra a natureza, como se as árvores fossem elas mesmas seres humanos (ou até mesmo maiores do que seres humanos).

Pela lei céltica, a natureza não é somente objeto de direito, como ocorre na tradição jurídica romano-germânica, que o Brasil integra. A natureza é também sujeito de direitos que devem ser observados.

Um comentário adicional: os antigos textos legais dos “brithemuin” (juristas, árbitros, juízes), esquecidos desde o séc. XVII, quando os ingleses impuseram suas leis à Irlanda, têm sido invocados por juízes irlandeses desde a década de 60 do século passado.

Bellouesus /|\