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Arekailaχtā Petruprennon – O Oráculo das Quatro Árvores

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litus 5

Arekailaχtā Petruprennon – O Oráculo das Quatro Árvores

Bellou̯esus Īsarnos

Apresentado no IV Encontro Paulista de Druidismo e Reconstrucionismo Céltico – São Paulo/SP – 08/10/2017

Instruções

Oração antes dos Estudos

A recitação desta prece deve sempre anteceder o estudos, meditações e quaisquer práticas ligadas às atividades do Nemeton Belenī, por mais corriqueiras e banais que pareçam, e ser acompanhada pelo gesto da Aveleira.

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Oração antes dos Estudos

Louvor à Lei Perfeita do Universo!

Ó Lugus, Príncipe das Múltiplas Artes,
Ó Belenos, Grande Profeta e Curador,
Ó Brigindū, Mãe Nobilíssima do Grande Conhecimento,
Ó Taranus, Cavaleiro Celeste da Voz Potente,
Ó Toutatis, Defensor Valente da Liberdade.
Que isto seja agradável à Memória Divina e a todos os Deuses nos Três Mundos.

Coll, a Aveleira, representa o Conhecimento e a Inspiração que devem ser buscados pelo estudante a cada momento. Faça do seu tempo de estudo uma oferenda aos Deuses, dedicada a refletir a respeito deles e honrá-los.

Instruções

§1 Este oráculo pode ser usado para elucidar a mensagem de outra ferramenta divinatória ou independentemente.

§2 Cinco árvores são necessárias para realizar a divinação, havendo um número associado a cada árvore.

§3 Tais árvores e os números a elas associados são: 1 – Betu̯ā, “bétula”: B(eith); 3 – U̯ernos, “amieiro”: F(ern); 4 – Salikos, “salgueiro”: S(ail) e 6 – Outos, “terror” (Skwiiatos, “espinheiro-branco”): H(úath).

§4 Os caracteres que lhes são correspondentes devem ser inscritos em bastões assim confeccionados:

litus 2

litus 3

§5 A extremidade vermelha será considerada como a superior.

§6 Dados comuns de seis faces também podem ser usados; nesse caso, apenas os resultados 1, 3, 4 e 6 serão considerados.

§7 Um só bastão ogâmico pode ser jogado cinco vezes para fornecer as cinco árvores necessárias à divinação; um só dado pode ser jogado cinco vezes para fornecer os cinco números necessários à divinação.

§8 Se dados forem usados e oferecerem os resultados 2 ou 5, deve-se jogá-los novamente até que surja um resultado passível de uso.

§9 Antes da consulta ao oráculo, o Rito Divinatório deve ser realizado. Se o oráculo for usado como meio para esclarecer a mensagem de outra ferramenta divinatória, o Rito Divinatório  será desnecessário. Se o oráculo for usado independentemente, o Rito Divinatório envolverá os bastões/dados.

§10 Lugus e sobretudo Belenos regem este oráculo. Antes de jogar os bastões/dados, acrescente ao Rito Divinatório esta prece:

Belene Arī Lugusk, u̯edete kamman!
Tī, kenχte, sepomos: tause.
U̯esu̯an lubi arekailī.
Belenos Argi̯os roedamēeore,
Sindan eχs senisamonbi arekailāχtan.

Senhor Belenos e Lugus, guiai o caminho!
A ti, que caminhas, dizemos: silencia.
Aproveita a excelência do oráculo.
Deu-o a nós Belenos Brilhante,
Esta arte divinatória dos ancestrais.

Regentes dos jogos oraculares

Belenos: dēu̯os da cura e da profecia.
Lugus: dēu̯os dos juramentos, leis e jogos.
Adsaχsonā: “Intercessora”, dēu̯ā da justiça e da profecia.
Brigindū: dēu̯ā dos ofícios, do conhecimento e da estratégia, controladora dos jogos oraculares em seu aspecto triplo.
Trīs Brigindones (Brigindū Dubus, “Negra”, Brigindū Klou̯odānus, “Famosa-por-seu-Dom”, Brigindū Kēros, “Sorveira”): a dēu̯ā Brigindū em seu aspecto triplo, regente do avispício (presságios tirados do voo ou canto das aves) e dos jogos oraculares.

litus 4

Arekailaχtā Petruprennon

O Oráculo das Quatro Árvores

1 Dados: 1.1.1.1.1 = 5
Deidade: Taranus Ouχsamos (Taranus, o Mais Alto)
Oráculo: Se vês cinco bétulas: Taranus inspirará bons pensamentos à tua mente, peregrino; concederá felicidade ao teu trabalho, pelo que agradecerás. Apazigua antes, porém, Nantosu̯eltā e Lugus.

2 Dados: 1.1.1.1.3 = 7
Deidade: Katubodu̯̯ā (O Corvo da Batalha)
Oráculo: Se vês quatro bétulas e um amieiro: Se evitares a inimizade e a hostilidade, alcançarás o teu prêmio; conseguirás e a dēu̯ā dos olhos vivazes salvar-te-á. A atividade que tens em mente resultará como desejas.

3 Dados: 4.1.1.1.1 = 8
Deidade: Mātres (As Mães)
Oráculo: Se vês um salgueiro e quatro bétulas: Não faças o negócio a que te estás dedicando; o resultado não será bom. Será difícil ou mesmo impossível com alguém que se desgaste totalmente. Contudo, se te afastares por algum tempo, disso não virá nenhum dano.

4 Dados: 3.3.1.1.1 = 9
Deidade: Eriros Taranous (A Águia de Taranus)
Oráculo: Se vês dois amieiros e três bétulas: Uma águia que voa alto à direita do peregrino será um bom presságio; com o auxílio de Taranus Māisamos [“Taranus, o Maior”], atingirás o teu objetivo. Não temas.

5 Dados: 6.1.1.1.1 = 10
Deidade: Dēu̯os Māisamos (O Dēu̯os Maior)
Oráculo: Se vês um espinheiro e quatro bétulas: Será melhor cumprires qualquer voto que tenhas feito ao dēu̯os, caso pretendas realizar o que meditas na tua mente. Rīganī e Taranus salvar-te-ão.

6 Dados: 1.1.1.4.3 = 10
Deidade: Ratus Sukondos (O Destino Previdente)
Oráculo: Se vês três bétulas, um salgueiro e um amieiro: Não faças o negócio que estás prestes a fazer; quanto à própria intenção que tens, os dēu̯oi a estão impedindo, mas libertar-te-ão da fadiga e nenhum dano atingir-te-á.

7 Dados: 3.3.3.1.1 = 11
Deidade: Brigindū Boudikā (Brigindū, a Vitoriosa)
Oráculo: Se vês três amieiros e duas bétulas: Tomarás o que desejas e tudo alcançarás; a dēu̯ā tornar-te-á honrado e sobrepujarás os teus inimigos; o plano que estás prestes a realizar correrá conforme o teu desejo.

8 Dados: 4.4.1.1.1 = 11
Deidade: Boudi Lauēnon (A Vitória Feliz)
Oráculo: Se vês dois salgueiros e três bétulas: Realiza todo o teu empreendimento, pois tudo sairá bem. Os dēu̯oi resgatarão do seu leito aquele que se acha enfermo. O dēu̯os também anuncia que aquele que se encontra noutro país voltará ao lar.

9 Dados: 4.1.1.3.3 = 12
Deidade: Belenos I̯akkos (Belenos, o Curador)
Oráculo: Se vês um salgueiro, duas bétulas e dois amieiros: Uma tempestade atingirá o teu empreendimento, porém este resultará bem. O dēu̯os também anuncia que libertará aquele que está doente em razão do sofrimento e os dēu̯oi trarão em segurança para casa o que se encontra longe.

10 Dados: 1.1.1.6.3 = 12
Deidade: Bou̯indā Belisamā (A Muito Poderosa Bou̯indā)
Oráculo: Se vês três bétulas, um espinheiro e um amieiro: Não te apresses para ir em frente; é impossível avançar. É melhor que esperes. Se te preparas para correr irrefletidamente, causarás grande dano a ti mesmo. Se, entretanto, esperares, o tempo imaculado realizará tudo.

11 Dados: 1.1.1.6.4 = 13
Deidade: Nantosu̯eltā (A Jovem Rainha do Amor e dos Mortos)
Oráculo: Se vês três bétulas e um espinheiro e um salgueiro: veleja para onde desejares, retornarás cheio de contentamento, pois terás encontrado e realizado tudo o que meditaste em teu pensamento; contudo, ora a Nantosu̯eltā e Lugus.

12 Dados: 1.3.3.3.3 = 13
Deidade: Taranus ak Brigindū (Taranus e Brigindū)
Oráculo: Se vês uma bétula e quatro amieiros: estás apto para qualquer empresa e pronto para qualquer empreendimento. Os dēu̯oi facilmente socorrerão o que se achar enfermo e tudo ficará bem em relação aos outros oráculos.

13 Dados: 4.4.1.1.3 = 13
Deidade: Rāti̯ās (As Estações)
Oráculo: Se vês dois salgueiros, duas bétulas e um amieiro: é impossível prosseguir. Os dēu̯oi não permitirão o plano que imaginaste, então espera. Será terrível caso te arrisques a mergulhar em inimizade, competição e provações.

14 Dados: 1.3.3.3.4 = 14
Deidade: Kirki̯os (O Dēu̯os do Vento)
Oráculo: Se vês uma bétula, três amieiros e um salgueiro: o dēu̯os diz que estás dando socos na ponta de uma faca, lutando contra o mar, caçando uma agulha num palheiro. Não te apresses em fazer transações. Não te servirá em nada querer forçar os dēu̯oi no momento errado.

15 Dados: 6.1.1.3.3 = 14
Deidade: Prenniatis (O Distribuidor da Sorte)
Oráculo: Se vês um espinheiro, duas bétulas e dois amieiros: não planejes coisas medonhas nem ores pelo que for contra os dēu̯oi. Disso não se obterá ganho algum e recompensa nenhuma virá do caminho que estás trilhando.

16 Dados: 4.4.4.1.1 = 14
Deidade: Suprenniatis (O Bom Distribuidor da Sorte)
Oráculo: Se vês três salgueiros e duas bétulas: a deidade conduzir-te-á no caminho que percorres e a amante dos sorrisos, Nantosu̯eltā, guiar-te-á para boas coisas. Retornarás com os frutos ricos de um destino tranquilo.

17 Dados: 1.3.3.4.4 = 15
Deidade: Taranus Arepetaunos (Taranus, o Salvador)
Oráculo: Se vês uma bétula, dois amieiros e dois salgueiros: aproxima-te com bravura do que planejaste fazer, realiza-o! Vencerás, pois os dēu̯oi deram-te estes sinais favoráveis, não os desprezes nos teus propósitos. Nada de mal disso virá.

18 Dados: 1.1.1.6.6 = 15
Deidade: Taranus Klitos (Taranus, o Oculto)
Oráculo: Se vês três bétulas e dois espinheiros: o dēu̯os anuncia-te que empreendas com coragem o que planejaste em tua mente, pois tudo ser-te-á dado. Realizarás o que quer que te diga a tua mente e Taranus, que no alto troveja, contigo estará como teu salvador.

19 Dados: 3.3.3.3.3 = 15
Deidade: Bou̯indā Arepetaunā (Bou̯indā, a Salvadora)
Oráculo: Se vês cinco amieiros: a mulher que deu à luz uma criança estava com os seios secos, porém floresceu novamente e tem agora leite em abundância. Também tu, então, colherás os frutos daquilo que me pedes.

20 Dados: 4.3.6.1.1 = 15
Deidade: Taranus Allobrogi̯os (Taranus dos Estrangeiros)
Oráculo: Se vês um salgueiro, um amieiro, um espinheiro e duas bétulas: não te apresses com as atividades previstas, o tempo ainda não chegou. Os dēu̯oi facilmente salvarão o que se encontra doente e o dēu̯os anuncia que dará fim à jornada do que se encontra em terra estrangeira.

21 Dados: 6.3.3.3.1 = 16
Deidade: Ogmi̯os (O Dēu̯os da Eloquência e da Guerra)
Oráculo: Se vês um salgueiro, três amieiros e uma bétula: o momento ainda não chegou. Não te apresses tanto, não ajas em vão ou como a cadela que deu à luz um filhote cego. Raciocina calmamente e o dēu̯os conduzir-te-á.

22 Dados: 6.4.4.1.1 = 16
Deidade: Toutātis (O Dēu̯os Protetor de cada Toutā)
Oráculo: Se vês um espinheiro, dois salgueiros e duas bétulas: por que te apressas? Espera com calma, o momento ainda não chegou. Quando te apressas de modo insensato e vão, persegues algo que ainda não está pronto. Ainda não vejo o momento adequado, porém terás sucesso se esperares apenas um pouco.

23 Dados: 4.3.3.3.3 = 16
Deidade: Sukellos (O Bom Golpeador)
Oráculo: Se vês um salgueiro e quatro amieiros: Escorpiões escondem-se no teu caminho, não te apresses para os negócios que tencionas; espera e o que desejas chegará mais tarde. Não é melhor agora nem comprar nem vender.

24 Dados: 4.4.4.1.3 = 16
Deidade: Belenos Arekailoberos (Belenos, o Portador de Oráculos)
Oráculo: Se vês três salgueiros, uma bétula e um amieiro: Não te apresses, melhor será que não vás. Quando desejares precipitar-te sem refletir, causarás muito dano a ti mesmo. Contudo, quando ficares quieto e firme, o tempo sem máculas tudo realizará.

25 Dados: 6.6.1.1.3 = 17
Deidade: Rīganī Nemesos (A Rainha do Céu)
Oráculo: Se vês dois espinheiros, duas bétulas e um amieiro: entra e recebe a voz do oráculo! O tempo também está maduro para o casamento; casarás e voltarás para casa. Tendo encontrado aquilo que te causava ansiedade, alcançarás tudo o que desejas nos teus negócios.

26 Dados: 1.3.3.4.6 = 17
Deidade: Lugus Arepetaunos (Lugus, o Salvador)
Oráculo: Se vês uma bétula, dois amieiros, um salgueiro e um espinheiro: nada vejo doloroso entre as coisas que me perguntas; não penses pequeno, avança com coragem; encontrarás tudo o que desejas: cumprir-se-á tua jura e há um momento perfeito para ti.

27 Dados: 4.4.3.3.3 = 17
Deidade: Esus (O Dēu̯os da Regeneração e da Fertilidade)
Oráculo: Se vês dois salgueiros e três amieiros: toma coragem e luta, Taranus Selu̯orīχs (“Rico em Propriedades”) será o teu auxiliador. Castigarás o teu oponente e te-lo-ás sob o teu punho e ele dará contentamento às obras pelas quais lhe agradecerás.

28 Dados: 1.4.4.4.4 = 17
Deidade: Dīgalā (A Vingança)
Oráculo: Se vês uma bétula e quatro salgueiros: Prenniatis agora cumprirá tudo para ti e conduzir-te-á pelo caminho certo. Realizarás tudo de acordo com os teus planos. Não te desgastes mais. Realizarás lindamente o que desejares.

29 Dados: 6.6.1.1.4 = 18
Deidade: Nemetonā (A Dēu̯ā do Santuário)
Oráculo: Se vês dois espinheiros, duas bétulas e um salgueiro: faz o teu negócio e toma-o a teu cargo; o momento será favorável. Entrementes, dificuldades e perigo estarão no caminho. Quanto aos demais oráculos, as coisas correrão bem para ti.

30 Dados: 1.6.4.4.3 = 18
Deidade: Taranus Louketos (Taranus do Relâmpago)
Oráculo: Se vês uma bétula, um espinheiro, dois salgueiros e um amieiro: o que planejas não sairá como o desejas, quando o realizares. Não será proveitoso viajar a terras estrangeiras. Não mostrarás perspicácia se venderes agora, tampouco isso será lucrativo.

31 Dados: 4.4.4.3.3 = 18
Deidade: Prenniatis Māisamos (O Maior Distribuidor da Sorte)
Oráculo: Se vês três salgueiros e dois amieiros: não vejo este plano como seguro para ti; espera, portanto. Terás êxito, haverá boa sorte depois disso. Por enquanto, fica calmo, confia nos dēu̯oi e permanece solícito.

32 Dados: 6.3.3.3.3 = 18
Deidade: Dagou̯extā (O Bom Momento)
Oráculo: Se vês um espinheiro e quatro amieiros: não te apresses, Prenniatis opõe-se a ti; não ajas como o néscio que deseja colher antes do amadurecimento do fruto. Reflete com calma e as coisas correrão favoravelmente para ti.

33 Dados: 6.6.1.3.3 = 19
Deidade: Sukobron (O Bom Desejo)
Oráculo: Se vês dois espinheiros, uma bétula e dois amieiros: tudo sobre o que me perguntas virá a ti suave e seguramente; Prenniatis guiar-te-á rumo ao que desejas, dará fim às dificuldades dolorosas e verás que eram infundadas as suspeitas.

34 Dados: 4.4.4.6.1 = 19
Deidade: Taranus Teχtomāros (Taranus, o Grande em Posses)
Oráculo: Se vês três salgueiros, um espinheiro e uma bétula: avança com bravura, o oráculo é sobre esperança, forasteiro; anuncia também que a pessoa enferma será salva. Se precisas consultar um oráculo, receberás o que desejas.

35 Dados: 3.4.4.4.4 = 19
Deidade: Lugus Boudimāros (Lugus, o que dá a Vitória)
Oráculo: Se vês um amieiro e quatro salgueiros: Taranus inspirará um bom plano à tua mente, forasteiro; assim, tudo ficará bem, empreende o que desejares. Encontrarás o que solicitares ao oráculo e nada correrá mal para ti.

36 Dados: 3.3.3.6.4 = 19
Deidade: Boudi (A Vitória)
Oráculo: Se vês três amieiros, um espinheiro e um salgueiro: pronuncias um bom oráculo, forasteiro; bem refletiste a respeito dele, farás o que quiseres e o dēu̯os será teu auxiliar. Vencerás, colherás os frutos e tudo alcançarás.

37 Dados: 4.4.4.4.4 = 20
Deidade: Mātres Dīađđeχtās (As Mães Inescapáveis)
Oráculo: Se vês cinco salgueiros: o sol se pôs e a noite terrível chegou, tudo tornou-se escuro. Interrompe o assunto sobre o qual me perguntaste; é melhor não comprar nem vender.

38 Dados: 4.3.6.6.1 = 20
Deidade: Lugrā (A Lua)
Oráculo: Se vês um salgueiro, um amieiro, dois espinheiros e uma bétula: não te ocupes com esse negócio, forasteiro; as coisas não sairão bem para ti. O dēu̯os anuncia que ajudará aquele que se acha enfermo e, se houver qualquer receio, nada de mal te acontecerá.

39 Dados: 6.3.3.4.4 = 20
Deidade: I̯emonoi Aneχtlomāroi (Os Gêmeos que dão Grande Proteção)
Oráculo: Se vês um espinheiro, dois amieiros e dois salgueiros: um homem afobado não obtém tudo o que a oportunidade tem a oferecer. Tens algum lucro e há receio em toda parte devido ao perigo. A tua iniciativa é malsinada e tudo é penoso. Toma cuidado!

40 Dados: 6.6.6.1.1 = 20
Deidade: Gobannos (O Dēu̯os da Forja)
Oráculo: Se vês três espinheiros e duas bétulas: o oráculo dirá que é impossível fazer qualquer negócio; não te esforces em vão! E não queiras levantar cada pedra do caminho, pois bem podes achar um escorpião. O nervosismo não te trará sorte, acautela-te contra toda sorte de infortúnio!

41 Dados: 6.6.4.4.1 = 21
Deidade: Rosmertā (A Boa Provedora)
Oráculo: Se vês dois espinheiros, dois salgueiros e uma bétula: tudo sobre o que me perguntas surgirá suave e seguramente no teu caminho; não temas, Prenniatis conduzir-te-á rumo ao teu objetivo. Nada vejo que te possa causar dano. Anima-te e vai em frente.

42 Dados: 4.4.4.6.3 = 21
Deidade: Grannos Loukoberos (Grannos, o Portador da Luz)
Oráculo: Se vês três salgueiros, um espinheiro e um amieiro: alcançarás tudo o que desejas e descobrirás o que te causa inquietação. Tenta, forasteiro, depois de tomares coragem; tudo está pronto. Encontrarás o que está oculto, chegarás ao dia da tua salvação.

43 Dados: 3.3.3.6.6 = 21
Deidade: Surati̯ā (A Boa Sorte)
Oráculo: Se vês três amieiros e dois espinheiros: os teus assuntos estão indo bem; o oráculo diz que deves continuar. Escaparás da enfermidade difícil e tudo dominarás. O dēu̯os anuncia que aquele que vagueia em terras estrangeiras retornará.

44 Dados: 1.6.6.6.3 = 22
Deidade: Mātres Arederkākās (As Mães Bem Conhecidas)
Oráculo: Se vês uma bétula, três espinheiros e um amieiro: Não ponhas a tua mão na boca do lobo para que não sofras algum dano. O assunto sobre o qual perguntas é difícil e delicado. Melhor ficares quieto, evitando viagens e transações comerciais.

45 Dados: 4.4.4.4.6 = 22
Deidade: Nodenđ (O Dēu̯os do Mar)
Oráculo: Se vês quatro salgueiros e um espinheiro: o oráculo diz que lançar sementes às ondas ou escrever cartas na água agitada do mar é inútil e sem proveito. Uma vez que és mortal, não leves o dēu̯os a prejudicar-te.

46 Dados: 4.3.3.6.6 = 22
Deidade: Kamulos Outros (Kamulos, o Terrível)
Oráculo: Se vês um salgueiro, três amieiros e dois sabugueiros: não inicies a viagem que tencionavas, forasteiro! Ninguém o fará. Um grande leão de fogo espera à frente, contra o qual deves precaver-te, terrível é ele. O oráculo é obstinado, espera quietamente.

47 Dados: 1.6.6.6.4 = 23
Deidade: Brigindū (A Dēu̯ā da Sabedoria e dos Ofícios)
Oráculo: Se vês uma bétula, três espinheiros e um salgueiro: honra Brigindū e tudo obterás, o que quer que desejes, e tudo o que planejas correrá bem; ela libertará dos grilhões e salvará a pessoa que estiver enferma.

48 Dados: 6.6.4.4.3 = 23
Deidade: Lau̯eni̯ā (A Felicidade)
Oráculo: Se vês dois espinheiros, dois salgueiros e um amieiro: veleja, parte para onde quiseres, retornarás ao lar, tendo encontrado e feito tudo de acordo com o teu desejo; assim, comprar e negociar trarão contentamento.

49 Dados: 6.6.6.3.3 = 24
Deidade: Belenos U̯ātis (Belenos, o Profeta)
Oráculo: Se vês três espinheiros e dois amieiros: fica onde estás, não ajas, obedece os oráculos de Belenos. Com o tempo, acharás o momento adequado, porém fica quieto neste momento. Se esperares um pouco, conseguirás tudo o que desejas.

50 Dados: 4.4.4.6.6 = 24
Deidade: Sukellos Orgetos (Sukellos, o Destruidor)
Oráculo: Se vês três salgueiros e dois espinheiros: fica em casa com os teus bens e não vás a nenhum outro lugar, a fim de que um monstros e espíritos malignos não se aproximem de ti. Não considero essa iniciativa como confiável e segura.

51 Dados: 4.6.6.6.3 = 25
Deidade: Lugros Andeargi̯os (O Dēu̯os Lunar Muito Brilhante)
Oráculo: Se vês um salgueiro, três espinheiros e um amieiro: toma coragem; tens uma oportunidade; alcançarás o que desejares e chegarás ao momento certo para o começo da tua viagem; o teu esforço terá a sua chance; é bom que tomes parte em obras, disputas e contenciosos.

52 Dados: 6.6.6.6.1 = 25
Deidade: Eponā Mātīr Dēu̯on (Eponā, a Mãe dos Deuses)
Oráculo: Se vês quatro espinheiros e uma bétula: assim como lobos sobrepujam carneiros e poderosos corcéis sobrepujam bois de largos cascos, também tu dominarás tudo isso e tudo sobre o que perguntas será teu com o auxílio de Lugus Boudimāros (“Lugus, o que dá a Vitória”).

53 Dados: 6.6.6.4.4 = 26
Deidade: Taranus Klitos (Taranus, o Oculto)
Oráculo: Se vês três espinheiros e dois salgueiros: o negócio tem os seus obstáculos. Não te apresses, mas espera. Há um caminho doloroso, impossível de percorrer e do qual não deves aproximar-te. Comprar será desconsolador e vender causará perdas.

54 Dados: 6.6.6.6.3 = 27
Deidade: Nantosu̯eltā Nemesi̯ā (Nantosu̯eltā, a Celeste)
Oráculo: Se vês quatro espinheiros e um amieiro: Isso significa que a Filha do Senhor do Céu, Nantosu̯eltā, grande senhora do Mundo Escuro, envia-te um bom oráculo. Ser-te-á concedida uma viagem para que escapes da enfermidade e de todo pensamento vão e soberbo.

55 Dados: 6.6.6.6.4 = 28
Deidade: Arekou̯ednis (O Dano)
Oráculo: Se vês quatro espinheiros e um salgueiro: isso significa que é impossível realizar qualquer coisa fútil; não te esforces em vão e inutilmente a fim de não sofreres dano em razão da tua persistência. Não é bom começar uma viagem ou a fazer negócios.

56 Dados: 6.6.6.6.6 = 30
Deidade: Lugus Anton (Lugus das Fronteiras)
Oráculo: Se vês seis espinheiros: aonde quer que pretendas ir, não vás. Será melhor para ti que fiques onde estás. Vejo algo que te é hostil; espera, portanto. Mais tarde, isso será possível e o dēu̯os libertar-te-á do medo e salvar-te-á de duras labutas.

Dēu̯itatis Arekailaχtās Petruprennon

As Deidades do Oráculo das Quatro Árvores

1) Arekou̯ednis – O Dano
2) Belenos I̯akkos – Belenos, o Curador
3) Belenos Kailoberos – Belenos, o Portador de Oráculos
4) Belenos U̯ātis – Belenos, o Profeta
5) Boudi – A Vitória6) Boudi Lauēnon – A Vitória Feliz
7) Bou̯indā Arepetaunā – Bou̯indā, a Salvadora
8) Bou̯indā Belisamā – A Muito Poderosa Bou̯indā
9) Brigindū – A Dēu̯ā da Sabedoria e dos Ofícios
10) Brigindū Boudikā – Brigindū, a Vitoriosa
11) Dagou̯eχtā – O Bom Momento
12) Dēu̯os Māisamos – O Dēu̯os Maior
13) Dīgalā – A Vingança
14) Eponā Mātīr Dēu̯on – Eponā, a Mãe dos Deuses
15) Eriros Taranous – A Águia de Taranus
16) Esus – O Dēu̯os da Regeneração e da Fertilidade
17) Gobannos – O Dēu̯os da Forja
18) Grannos Loukoberos – Grannos, o Portador da Luz
19) I̯emonoi Aneχtlomāroi – Os Gêmeos que dão Grande Proteção
20) Kamulos Outros – Kamulos, o Terrível
21) Katubodu̯̯ā – O Corvo da Batalha
22) Kirki̯os – O Dēu̯os do Vento
23) Lau̯eni̯ā – A Felicidade
24) Lugrā – A Lua
25) Lugros Andeargi̯os – O Dēu̯os Lunar Muito Brilhante
26) Lugus Anton – Lugus das Fronteiras
27) Lugus Arepetaunos – Lugus, o Salvador
28) Lugus Boudimāros – Lugus, o que dá a Vitória
29) Mātres – As Mães
30) Mātres Arederkākās – As Mães Bem Conhecidas
31) Mātres Dīatteχtās – As Mães Inescapáveis
32) Nantosu̯eltā – A Jovem Rainha do Amor e dos Mortos
33) Nantosu̯eltā Nemesi̯ā – Nantosu̯eltā, a Celeste
34) Nemetonā – A Dēu̯ā do Santuário
35) Nodenđ – O Dēu̯os do Mar
36) Ogmi̯os – O Dēu̯os da Eloquência e da Guerra
37) Prenniatis – O Distribuidor da Sorte
38) Prenniatis Māisamos – O Maior Distribuidor da Sorte
39) Rāti̯ās – As Estações
40) Ratus Sukondos – O Destino Previdente
41) Rīganī Nemesos – A Rainha do Céu
42) Rosmertā – A Boa Provedora
43) Sukellos – O Bom Golpeador
44) Sukellos Orgetos – Sukellos, o Destruidor
45) Sukobron – O Bom Desejo
46) Suprenniatis – O Bom Distribuidor da Sorte
47) Surati̯ā – A Boa Sorte
48) Taranus ak Brigindū – Taranus e Brigindū
49) Taranus Allobrogi̯os – Taranus dos Estrangeiros
50) Taranus Arepetaunos – Taranus, o Salvador
51) Taranus Klitos – Taranus, o Oculto
52) Taranus Louketos – Taranus do Relâmpago
53) Taranus Ouξamos – Taranus, o Mais Alto
54) Taranus Selu̯orīχs – Taranus, o Rico em Propriedades
55) Taranus Teχtomāros – Taranus, o Grande em Posses
56) Toutātis – O Dēu̯os Protetor de cada Toutā

Dēu̯ā – uma deusa, deidade feminina
Dēu̯oi – os deuses, deidades
Dēu̯os – um deus, deidade
Arekailaχtā – um oráculo (ferramenta oracular), conjunto de oráculos, a arte oracular
Arekailon – um presságio, oráculo
Petru – quatro
Prennon – uma árvore, a sorte

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Kantalon – Rito Divinatório Gaulês

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Kantalon litus

Rito Divinatório Gaulês

Bellou̯esus Īsarnos

Introdução

U̯edi̯ā Rāk Adgnīi̯obi

Molātūs Dedmē Ollodagāi  Krundi̯ūi!

Ā Lugus, Ilukerdānon Magale,
Ā Belene, Andeu̯ātis U̯eri̯akkī,
Ā Brigindū, Mātīr Ouχsamā Rou̯iđđous,
Ā Taranus, Bremī Nemomarkāke,
Ā Toutatis, Au̯ete Rii̯otātos Eχsobne.
Bii̯etū sin su̯adū Komenonāi Dēu̯obok ollobo en Bitubi Tribi.

Oração antes dos Estudos

Louvor à Lei Perfeita do Universo!

Ó Lugus, Príncipe das Múltiplas Artes,
Ó Belenos, Grande Profeta e Curador,
Ó Brigindū, Mãe Nobilíssima do Grande Conhecimento,
Ó Taranus, Cavaleiro Celeste de Voz Potente,
Ó Toutatis, Defensor Valente da Liberdade.
Que isto seja agradável à Memória Divina e a todos os Deuses nos Três Mundos.

1 Kentugutus (A Primeira Invocação)
2 Runā Rāko U̯edi̯ān (Runā antes da Oração)
3 Gari̯on Loukosagi̯ī (A Invocação do Iluminador)

1 Kentugutus

Senisamonbo in Morī,
Anati̯obo Ambibitous in Tiresi,
Dēu̯obo in Albii̯ē,
Mon kridi̯on,
Mon gutus
Ak mon menman
Ernami.

1 A Primeira Invocação

Aos Ancestrais no Mar,
Aos Espíritos da Natureza na Terra,
Aos Deuses no Céu,
Meu coração,
Minha voz,
E meu pensamento
Eu ofereço.

2 Runā Rāko U̯edi̯ān

Mon lamās ouχsgabi̯ū Sukellī me delu̯āsseti̯o u̯o rodarkū,
Lugous me rii̯os u̯reχtei̯o u̯o rodarkū,
Maponī me glanos u̯reχtei̯o u̯o rodarkū,
In karantī lubīk.
Snūs lānobitun in trougī anson rodāte:
Eponās đerkan,
Brigindonos karanti̯an,
Kirki̯ī u̯iđđun,
Nantosu̯eltās raton,
Nemetonās obnun,
Nōdentos su̯anton
Ad in Bitū Trii̯on u̯reχtun
Dēu̯oi Senisteroi samalī en Albii̯ē u̯regont.
In skatū louketūk papū, papū en dii̯ū noχtik
Snūs māronerton aneχtlon su̯eson rodāte.

2 Runā* antes da Oração

Ergo minhas mãos sob o olhar de Sukellos que me formou,
Sob o olhar de Lugus que me fez livre,
Sob o olhar de Maponos que me fez puro, em amizade e alegria.
Dai-me prosperidade em minha necessidade:
O amor de Eponā,
A amizade de Brigindū,
A sabedoria de Ogmi̯os,
A bênção de Nantosu̯eltā.
O temor de Nemetonā,
A vontade de Nodenđ,
Para que no Mundo do Três eu faça
como fazem em Albii̯os os Deuses e Ancestrais.
Em cada sombra e luz, em cada dia e noite,
dai-me vosso poder e proteção.

* A runā (segredo) é uma oração curta que prepara o indivíduo para outro rito. Deve ser dita em voz baixa e cadenciada como as ondas do mar, de preferência em local quieto e retirado, em área fechada ou ao ar livre, ou, se possível, às margens do mar ou de um rio.

3 Gari̯on Loukosagi̯ī (A Invocação do Iluminador)

Ponha no altar um cálice de vinho branco (1), juntamente com a ferramenta divinatória (2) escolhida. Usando o punhal cerimonial (3), delimite o perímetro da área de trabalho. Esta é o templum, espaço separado para a observação dos oráculos. Acomode-se diante do altar numa cadeira ou mesmo sentado numa almofada no chão. Com o bastão, lentamente descreva três círculos ao redor do instrumento divinatório que será usado.

Belene Argī,
glana tou loukū mon britun.
Belene U̯oretī,
sondū kamminū rege mon kammana.
Belene U̯ātis,
lāna tou dau̯ū mon anati̯on.

Belenos Brilhante (4),
clareia minha mente com a tua luz.
Belenos Auxiliador,
guia meus passos neste caminho.
Belenos Profeta,
enche minha alma com a tua chama.

Erga o cálice em saudação à divindade e beba um gole:

Oinā briχtāi.
Um para a magia.

Beba outro gole:

Oinā brigāi.
Um para o poder.

Beba outro gole:

Oinā amarkūi.
Um para a visão.

Coloque o cálice no altar ao lado do bastão. Respire profundamente algumas vezes e relaxe antes de começar a divinação.

Depois de terminá-la, toque suavemente o bastão no altar três vezes.

Belene Argī,
Belene U̯oretī,
Belene U̯ātis,
Sindi̯u tei brata agū eri toadretu anau̯ūk.
Aχtos bisi̯ū are aiđđon u̯īroi̯āni̯āi tou gutu.

Belenos Brilhante,
Belenos Auxiliador,
Belenos Profeta,
Agradeço-te pela presença e inspiração hoje.
Que eu seja sempre guiado à verdade pela tua voz.

1) Preferível por ser uma bebida mais refinada, mas também pode ser vinho tinto ou hidromel.

2) Ogham, runas, tarot, pedras divinatórias ou outro qualquer.

3) Caso possua esse instrumento. Se não, pode ser substituído nesse momento pelo dedo indicador da sua mão dominante.

4) Se você escolher outra divindade como inspiradora da divinação, modifique a palavras da Invocação de acordo.

 

brigindu brigindu tenos

brigindu

brigindu brigindu tenos
brigindu brigindu bena pritas
brigindu brigindu bena iaccas
brigindu brigindu banogobens
brigindu brigindu anauissa
brigindu brigindu sulubia
brigindu brigindu uoretia
brigindu brigindu cleue enson uedias
enson uedias cleue brigindu brigindu
tou mapates gariont esion materen
gariontid esion materen brigindu
esion materen brigindu
ti brigindu brigindu
tu
ti brigindu

brigindu brigindu fogo
brigindu brigindu mulher da poesia
brigindu brigindu mulher da saúde
brigindu brigindu ferreira
brigindu brigindu inspiradora
brigindu brigindu que dá boas-vindas
brigindu brigindu que socorre
brigindu brigindu ouve as nossas orações
ouve as nossas orações brigindu brigindu
os teus filhos chamam a sua mãe
chamam a sua mãe brigindu
a sua mãe brigindu
a ti brigindu brigindu
tu
a ti brigindu

Bellouesus /|\

sirona sironemesos deuissa

sirona10

sirona sironemesos deuissa
sirona blation sounon banona
sinnoxti o cinxiu uediiumiti
en uiron sounobi
en bnanon cridiobi
en tou nemete nu gabi
mon cicim anation coetic
sirona sironemesos deuissa
sirona blation sounon banona
duxtir deuocara dubnotigerni
o ne mi duora bisiont

sirona deusa do céu estrelado
sirona senhora dos doces sonhos
nesta noite peço-te que eu possa caminhar
nos sonhos dos homens
nos corações das mulheres
no teu santuário agora recebe
minha carne e também a minha alma
sirona deusa do céu estrelado
sirona senhora dos doces sonhos
filha piedosa do senhor das profundezas
que não haja portas para mim

Bellouesus /|\

 

 

A Roda da Fortuna e o Deus Gaulês dos Solstícios

A Roda da Fortuna está ligada ao movimento, às mudanças bruscas de comportamento, à terra e à viagem; em termos simbólicos, à viagem do sol. Ela indica também o perigo de a evolução do homem ser interrompida. No deus gaulês que presidia as festas dos solstícios, encontramos a mesma simbologia do movimento circular e a relação roda-sol levante, roda-sol poente. Eis porque o mito desse deus gaulês continuava a viver nesse arcano do tarô.

Ao chegar a esta carta, o Mago deve estabelecer o equilíbrio, tornar-se o piloto dessa roda que se assemelha a um timão.

O Mito do Deus Gaulês dos Solstícios

A roda é um símbolo milenar. Na Índia, o deus Shiva faz girar em torno do seu dedo indicador direito uma roda cósmica, representação do sol. Os primeiros vestígios da roda, símbolo solar, são encontrados na Mesopotâmia. Um hino gravado numa pedra  em caracteres cuneiformes diz o seguinte:

Com a mão direita, sustento o meu disco de fogo.
Com a esquerda, seguro o meu disco de morte.
O sol, de cinquenta faces, a arma erguida da minha divindade,
Eu o sustento.
O valente que atravessa as montanhas, o sol,
Cuja ação não cessa, eu o sustento.
A arma que, com a sua força imensa, enche o país de terror.
Em minha mão direita, poderosamente, o projétil de ouro
E de ônix, eu o sustento.

O ouro e o ônix, o sol e a pedra, símbolo da terra, misturam-se nesse antiquíssimo canto.

No Egito, uma roda girava nos templos. Os caleidoscópios tibetanos de orações têm a forma de rodas. Os gregos conheciam a Roda da Fortuna; a ela se prendia um pássaro, ou a sua representação, e em seguida girava-se a roda com toda a velocidade para que dela emanassem, entre outras, virtudes afrodisíacas. Em Roma, a festa da Roda da Fortuna ocorria no dia 24 de junho. Ela homenageava os viajantes e tinha como símbolo um timão.

Na Gália, um pequeno deus barbudo, atarracado, de pernas tortas e pés calçados solidamente fincados na terra, tinha na mão direita uma roda, que ele erguia bem acima da cabeça, e parecia proteger um pequeno ser frágil, mulher ou criança, agachado à sua esquerda. Sua espessa cabeleira descia-lhe até os ombros. Às vezes, um pássaro apoiava-se a seus pés. Sua roda possuía seis raios. Foram encontradas algumas estatuetas desse deus em Allier; elas podem ser vistas no museu de Saint-Germain, no Louvre e no museu Calvet, em Avignon.

As festas presididas por esse deus ocorriam nos solstícios de inverno e de verão, “as portas do Norte e do Sul”, uma espécie de cerimônias agrárias do fogo celebradas em toda a Europa primitiva. Nos calendários rúnicos, o dia 25 de dezembro era caracterizado por uma roda. As festas que marcavam o solstício de inverno, a porta do Norte, tinham início no dia 25 de dezembro e duravam doze dias, encerrando-se a 6 de janeiro. No decorrer desse período, imobilizavam-se todas as rodas, os carros não circulavam mais. Todas as representações do sol deviam ser imóveis. Os viajantes interrompiam sua jornada durante todo esse período Pegavam-se as ervas colhidas na época de São João e faziam-se com elas tisanas que agissem sobre a circulação do sangue. Os camponeses observavam com atenção o comportamento do tempo nesses doze dias e previam o do ano seguinte, cada dia correspondendo a um mês. Se houvera chuva no terceiro dia, março seria um mês chuvoso etc. Os reis, representantes do astro solar na terra, não deviam mostrar-se, sendo substituídos por suas efígies.

Durante esse período do ano, todos ficavam atentos aos caprichos da natureza. O décimo segundo dia era o cenário da festa propriamente dita. Comia-se uma bolacha de farinha de cereais e favas. Nos outros dias do ano, esse alimento estava reservado aos mortos, mas, no dia 6 de janeiro, os vivos festejavam com seus finados a partida do sol para o portal do Sul. Giravam-se as rodas com muita velocidade e acendiam-se grandes fogueiras; de modo geral, essa era tarefa de responsabilidade dos pastores e dos ferreiros. Era preciso levantar-se cedo para ver o sol subir no horizonte; depois vestia-se uma roda de palha e de ramagens, roda que era girada como uma coroa na ponta de um grande bastão. Todos os assistentes, formando uma roda, giravam no sentido inverso. No início do séc. XX, na Polônia, nessa data de 6 de janeiro, apagavam-se todos os fogos; em seguida, fixava-se um roda numa estaca e os jovens da cidade giravam-na até que surgisse fogo do atrito da madeira tenra da roda com a madeira mais dura da estaca.

Na Bretanha, a roda muitas vezes era substituída por um timão que em seguida era guardado até a festa de São João.

No séc. VII, Santo Elói insurgiu-se contra as festas do solstício. Para desviar o sentido dessa cerimônia de inverno, a Igreja instaurou, na mesma data, a Epifania; mas a imaginação popular misturou os reis magos, a bolacha, a roda, as favas e as danças, e a comemoração da visita dos três reis magos manteve sempre um pequeno lado pagão.

No momento do solstício de verão, como as horas em que o sol brilha iriam diminuir, acompanhava-se o astro à porta do Sul através de festas dignas do seu reinado. Na véspera, antes da meia-noite, as velhas e os curandeiros colhiam as ervas sagradas. No norte da Gália, tratava-se da drosera [Drosera rotundifolia; tb. chamada rorela e sundew], que cresce nas turfeiras e à margem dos pântanos, planta antiespasmódica; do feto macho que, colhido em São João, tinha o poder de tornar invisível; e da Artemísia, que protegia da epilepsia. No sul, tratava-se do hissopo, considerado uma panaceia; da betônica, do alho selvagem, do tomilho, do alecrim e do orégano. As folhas eram separadas dos talos e das raízes; as primeiras eram reservadas aos males da alma; os últimos, aos males do corpo.

No dia de São João, acendiam-se grandes fogueiras nas colinas, e assim, de topo em topo, os braseiros se correspondiam. Eles deviam durar o maior tempo possível, já que sua extinção significava o fim dos festejos. Jogavam-se neles a roda do inverno e a árvore de maio; depois, fabricava-se outra roda, maior, enrolada em palha e estopa e guarnecida de flores de cores vivas. Toda iluminada, ela era lançada de certa altura, e os jovens a perseguiam. Esse costume ainda existia no começo do século e, no sul, a roda era denominada estrela dos pastores. O senhor Tessier, subprefeito de Thionville, escreveu no dia 23 de junho de 1822: “Uma velha roda, estragada e fora de uso. Ela é enrolada com palha e estopa, que a ocultam. É levado ao cume de uma montanha ou de uma colina, caso o país seja plano; ateia-se fogo e ela é rolada com violência. Se em determinado ano a roda flamejante é negligenciada, os animais, em movimentos convulsivos, dançam nos estábulos, seu sangue apodrece e torna-os loucos. Cada habitante tem um archote e segue a roda; há um guia com uma tocha e grandes gritos são emitidos. É preciso chegar ao Mosela e aí apagar o que resta; devem-se evitar as cavidades. Se os guias afastam a roda dos vinhedos e conseguem desviar-se deles, isso é sinal de boa colheita” (Mémoires de la Societé des Antiquaires de France, 1823, vol. V, B. N).

Em vão a igreja tentou apropriar-se dessa festa, que permaneceu mágica e pagã. Se meio proibia os casamentos, junho tomava-os sob sua proteção. As velhas davam às jovens um talo de hissopo e um pouco de orégano. Estas colocavam-nos sob o travesseiro e recitavam antes de adormecer:

Suplico ao bem-aventurado São João
E à lua e seu crescente
Que em sonhos me deixem ver
Aquele que em minha vida desposarei
E o ofício que ele sabe fazer
Que o venha executar diante de mim.

Após acrescentarem, com educação, um “Obrigada, São João”, elas adormeciam rapidamente para poderem ver, em sonhos, o futuro marido.

No dia que sucedia à festa de São João, procuravam-se tesouros escondidos pelos gênios, durante a noite, sob grandes pedras; na Bretanha, sob os menires, no sul, sob pedras muito brancas. Algumas vezes, no decorrer da noite, as galinhas eram colocadas do lado de fora para porem ovos de ouro. Recolhia-se também o orvalho da noite, pois ele podia curar tudo.

Resquícios Populares

No séc. VI existia uma fórmula de cura que foi usada até o século X, nas cidades e aldeias. Tomando-se o orvalho recolhido na manhã do dia de São João, a fim de curar as hemorragias, pronunciavam-se estas palavras: “Quando Jesus foi batizado (sinal da cruz) o Jordão recuou, pois Jesus disse a João (sinal da cruz) diz ao Jordão detém-te pois o Senhor veio para o meio de nós e logo as ondas se detiveram (sinal da cruz)”. Parece que isso era infalível.

A Bretanha conservou por muito tempo os antigos costumes. Tristan Corbière, em 1884, fala da cerimônia que era celebrada, uma vez por ano, no solstício de verão, na capela de Pouldavid, em Saint-Théogonec. Existem testemunhos semelhantes acerca de uma igreja em Douarnenez. Os fiéis entravam na capela para assistirem à missa solene. Durante o ofício, uma grande roda, ou um timão fixado na abóbada, era manobrada pelo cura graças a uma corda presa à mão direita da estátua em granito do santo Tu-Pé-Du. A roda era guarnecida de uma sineta colorida. O sacerdote mandava que todos girassem essa roda da fortuna e isso custava a cada um dois vinténs. O consulente devia ter refletido bastante sobre a pergunta que desejava formular. Com um movimento impresso à corda, a roda começava a girar, sendo depois parada com um bastão pelo sacerdote. De acordo com a posição da sineta, à direita ou à esquerda do santo, a resposta era afirmativa ou negativa. Teria o pequeno deus gaulês se reencarnado no Tu-Pé-Du bretão?

Hoje, na Grécia, no dia 1º. de maio, todos os habitantes da aldeias e das cidades vão ao campo para colher flores com as quais tecer coroas. Eles as colocam na parte de cima de suas portas de entrada. Depois, no dia de São João,  lançam essas coroas ao fogo para purificarem o ar e impedirem a propagação da malária pelos mosquitos.

No dia da Epifania, na maioria das ilhas, uma procissão conduzida pelo déspota ortodoxo percorre o quebra-mar. Depois, o pope solta uma pomba e joga a cruz nas águas do porto. Os pescadores mergulham para recuperá-la. Há pouco tempo, o homem que resgatara a cruz caminhava pela aldeia ostentando-a numa bandeja coberta de flores. Os habitantes depositavam nela dinheiro. Mas as autoridades religiosas, constatando que esse dinheiro acabava parando nos bolsos dos donos de botequins, proibiram recentemente o pedido de esmolas. Através dessa cerimônia, a pomba, símbolo da alma que voa, purifica o ar, enquanto a cruz, a matéria, faz o mesmo com a água.

Outras crenças um tanto loucas: os habitantes de Estrasburgo são capazes de jurar que as imagens da sua catedral voam nas noites de São João.

No Var, em Gonfaron, os asnos voam nos dias 26 de dezembro e 23 de junho. Sabiamente, os aldeões esperam, olhando para o alto, na praça principal, onde são servidos sanduíches e bebidas geladas. Eles aguardam para ver passar um desses asnos. Não se desencorajam e são formais: os asnos voam, mas os olhos dos turistas nem sempre são capazes de vê-los!

Fonte: Dicta & Françoise. Mitos e Tarôs: a viagem do mago. São Paulo: Pensamento, 1995, pp. 100-106.

Uma herbalista pouco conhecida: Locusta da Gália

locustaUma herdeira da ciência dos vates na Roma do séc. I?

Locusta nasceu no séc. I E. C. na Gália romana. Em seus primeiros anos, Locusta aparentemente aprendeu muito sobre as ervas de seu país. Ao chegar a Roma, Locusta descobriu que as pessoas em seu círculo eram gananciosas e cheias de cobiça. Naqueles dias, havia muitas pessoas em Roma que desejavam apressar a morte de seus rivais ou de parentes ricos; tais mortes, contudo, teriam de parecer naturais. Locusta forneceu-lhes os meios para atingir seus objetivos – tornou-se uma envenenadora profissional. Embora tenha sido presa por outras atividades, possuía alguns clientes influentes que a ajudavam a sair da prisão rapidamente.

Por volta do ano 54 E. C., Locusta foi chamada em segredo pela imperatriz Agripina, quarta mulher do imperador Claudius. Agripina tinha desejos muito claros: Nero, seu filho de um casamento anterior, deveria ser o imperador de Roma. Assim, Claudius, então com 64 anos, tinha de morrer. É nessa parte que Locusta entra.

Agripina sabia que Claudius adorava cogumelos. Também sabia que o imperador tinha provadores. As duas mulheres elaboraram um plano. Certa tarde, quando o auxiliar mais chegado do imperador estava doente, Agripina subornou o provador para ficar fora do caminho e Locusta envenenou uma grande porção de cogumelos. Depois de servir ao imperador muito vinho, Agripina trouxe ela própria os cogumelos envenenados a Claudius. Sem suspeitar de nada, Claudius devorou as guloseimas envenenadas.

Logo, o imperador estava se dobrando com dores de estômago, falta de ar e sem conseguir falar. Agripina, esposa dedicada, agitava-se freneticamente a sua volta com fingida preocupação. Poderia o amado imperador ter comido algo que não caísse bem? Locusta havia pensado numa segunda arma que Agripina iria então usar, uma pena com outra dose letal de veneno. Em sua aparente agitação para ajudar o marido tomado de dores, Agripina meteu a pena envenenada em sua garganta, com a falsa intenção de fazê-lo expelir do estômago a substância tóxica.

Em 13 de outubro do ano 54 E. C., o imperador Claudius morreu e Nero, então com 16 anos, foi nomeado imperador. Agripina estava mais do que satisfeita. Quanto a Locusta, foi jogada ao cárcere e recebeu sentença de morte.

Nero, entretanto, possuía seus próprios rivais e medos. Claudius tinha um filho de 14 anos de um casamento anterior, chamado Britannicus. Nero sabia que Britannicus também tinha pretensões ao trono e precisava certificar-se de que Britannicus não iria atrapalhá-lo. Sorrateiramente, poucos meses depois de tornar-se imperador, Nero ordenou que Locusta fosse libertada da prisão e imaginou um novo plano para as habilidades da envenenadora.

Num jantar de família ao entardecer, o vinho foi trazido e derramado nos cálices. Os provadores de comida testaram a bebida das taças e passaram-nas aos convidados. Nero, Agripina, sua mãe, vários outros parentes e o jovem Britannicus, estavam todos completamente ignorantes quanto ao estratagema. Quando Britannicus tomou um bole de vinho, devolveu o cálice ao provador, reclamando que a bebida estava muito quente. O provador de comida adicionou um pouco de água fria ao vinho e devolveu-o ao menino. Dessa vez, porém, o provador tinha esquecido de provar a água fria e limpa que fora adicionada à taça de Britannicus – e foi ali que Locusta tinha vertido sua poção venenosa.

Assim que Britannicus caiu em convulsões, Nero calmamente lembrou aos convidados que Britannicus sofria de epilepsia e recusou-se a chamar qualquer ajuda para o rapaz que estertorava. A ansiedade de Agripina era terrível! Ela sabia exatamente o que seu filho estava fazendo, pois reconheceu a armação e compreendeu que tudo tinha sido feito sem consultá-la. Ela começou a comer seu jantar com calma, tendo cuidado para não denunciar em seu rosto o terror que enchia seu coração, pois sabia que poderia ser o próximo alvo. Os demais membros da família logo aceitaram a calma de Nero e retornaram cautelosamente à refeição vespertina, enquanto o garoto rastejava e torcia-se no chão. Ninguém teve a coragem ou foi tolo o bastante para fazer qualquer coisa em favor de Britannicus contra o desejo do imperador.

Por fim, Nero chamou os escravos para removerem Britannicus do aposento. O pretenso rival do imperador morreu poucas horas depois e foi apressadamente sepultado naquela mesma noite, apesar de uma grande tempestade e dos boatos que se espalharam de uma ponta a outra de Roma.

Tendo o imperador Nero como um de seus clientes satisfeitos, Locusta desfrutou do rápido crescimento de sua reputação e riqueza. O imperador cumulou-a com terras, dinheiro, presentes e o perdão completo por todos os envenenamentos de que fora acusada em anos passados. Houve outras recomendações do palácio e mais encomendas. Locusta estava muito ocupada com seu trabalho de envenenadora de aluguel e chegou a abrir uma escola para passar a outras seu conhecimento de ervas e toxinas, realizando testes em animais e criminosos condenados.

Com o patrocínio do imperador, Locusta gozou de um período de grande sucesso comercial. Isso até o Senado Romano finalmente ter a coragem de condenar Nero à morte em 68 E. C. Locusta previdentemente fornecera a Nero um kit de envenenamento para si mesmo, contudo, na confusão do momento, Nero perdeu-o. Antes que pudesse ser trazido ante o Senado para ser julgado pela multidão de seus crimes, Nero encontrou a morte com sua própria adaga.

Locusta, após a queda de Nero, tentou continuar sua atividade com a maior discreção. Porém, devido a sua enorme reputação como envenenadora profissional não mais apoiada pelo favor do soberano, a gaulesa foi executada pouco depois, naquele mesmo ano.

Bellouesus /|\

Toṷtoṷerki̭ā Belenī (A Liturgia de Belenos)

belenos

1 Rak U̯edi̯ān Runā
Runa antes da Prece
2 Lītus Pempegeni̯ī
Ritual do Pentagrama
3 Tou̯tou̯erki̯ā Belenī
A Liturgia de Belenos
3.1 Nigon (limpeza)
3.2 U̯edi̯ā (oração)
3.3 Adbertā (sacrifício)
3.4 Lindon (libação)
3.2.a Ops Nemesos: Komarkon Sāu̯elē
O Olho do Céu: Saudação ao Sol
4 Repita 2 (Lītus Pempegeni̯ī)

1 Rak U̯edi̯ān Runā

A runā (segredo) é uma oração curta que prepara o indivíduo para outro rito. Deve ser dita em voz baixa e cadenciada como as ondas do mar, de preferência em local quieto e retirado, em área fechada ou ao ar livre, ou, se possível, às margens do mar ou de um rio.

Lamās mon ou̯χsgabi̯ū Sukellī me delu̯āđđetso u̯o rodarkū,
Lugou̯s me rii̯os u̯reχteso u̯o rodarkū,
Maponī me glanos u̯reχteso u̯o rodarkū,
In karantī lubīk.
Snūs lānobitun in trou̯gī anson rodāte:
Eponās đerkan,
Brigindonos karanti̯an,
Kirki̯ī u̯iđđun,
Nantosu̯eltās raton,
Nemetonās obnun,
Nodentos su̯anton
Ad in Bitū Trii̯on u̯reχtun
Dēu̯oi̯ Senisteroi̯ samalī in Albi̯ē u̯regont.
In skatū lou̯ketūk papū, papū in dii̯ū noχtik
Snūs māronerton aneχtlon su̯eson rodāte.

Runā antes da Oração

Ergo minhas mãos sob o olhar do Dagda que me formou,
Sob o olhar de Lugh que me fez livre,
Sob o olhar de Bile que me fez puro, em amizade e alegria.
Dai-me prosperidade em minha necessidade:
O amor de Macha,
A amizade de Brigit,
A sabedoria de Ogma,
A bênção da Morrígu.
O temor de Tuireann,
A vontade de Manannán mac Lir,
Para que no Mundo do Três eu faça como os Deuses e os Ancestrais fazem em Mag Mell.
Em cada sombra e luz, em cada dia e noite, dai-me vosso poder e proteção.

2 Lītus Pempegeni̯ī

Eχsregontū, eχsregontū! Adgabi̯ontū, adgabi̯ontū!
Eχstīgari̯ū, ā kalge/ā tute! Biu̯otūđ to mī, i̯akkā to mī, sutanī bii̯ont molatou̯es su̯esron in mon kantlū. Catubodu̯a Agrorīganī, Seχtansu̯ēsores, ā Noχs, Maguni Prituniχtomagesos, ā Nemos aχ Talamu!

Tigernos Kagnēs are mī,
Tigernos Suu̯iđđou̯s ēron mī,
Tigernos Andedubnī deχsiu̯ē mon,
Tigernos Aratrī tou̯tē mon,
Tigernos Nemesos uχsi mī,
Talamū Dēu̯i̯ā u̯o mī,
Tigernos Dubron Dubnon tri mī,
Uχsmonios Māros Nemesos,
Ṷotāi̯os Māros Talamonos.
Eχstīgariū, ā kalge/ā tute! Biu̯otūđ to mī, i̯akkā to mī, sutanī bii̯ont molatou̯es su̯esron in mon
kantlū.

Ritual do Pentagrama

[Caminha em círculo na direção dos ponteiros do relógio. Agita tuas mãos como se estivesses espantando pássaros.] Saí, saí! Para fora, para
fora!

Também podes usar uma adaga. Repete as frases anteriores até sentires que o espaço está limpo, porém não mais de 7 vezes. Se usaste uma adaga, coloca-a em sua bainha ou no chão, fora do caminho.

[Com os dedos de tua mão dominante juntos, tocando tua testa entre os olhos, dize:] Eu te invoco [a força vital, nēbos, ergue-se do teu coração; desce tua mão à área genital:], ó pênis/ó vulva [de acordo com o teu gênero; o nēbos desce internamente da tua testa através da coluna vertebral e alcança a área genital]! [Toca teu ombro direito:] Vida para mim [o nēbos ergue-se dos genitais de volta ao teu coração e de lá para o teu ombro direito], [toca teu ombro esquerdo:] saúde para mim [o nēbos vruza para o teu ombro esquerdo], [entrelaçando tuas mãos na altura do coração, dize:]. Que vossos louvores estejam sempre em meu cantar [imagina um globo de luz radiante com centro no teu coração e preenchendo todo o teu corpo, iluminando o espaço onde estás]. [Avança para o leste ou fica em pé onde estás e imagina um pentagrama em tua testa. Desenha-o ou lança-o para os limites  do teu círculo, dizendo:] Ó Badb Catha, Rainha da Batalha [o nēbos flui da tua mão e forma uma estrela diante de ti; ela permanece ali], [volta-te para o norte, em sentido anti-horário, e dize:], ó Sete Irmãs [as Plêiades; visualiza a estrela e sente-a como antes], [volta-te para o oeste e dize:], ó Noite [visualiza da mesma forma que antes], [de frente para o sul dize:], Virgem do Campo de Trigo [visualiza da mesma forma que antes], [outra vez de frente para o leste, ergue o braço acima de sua cabeça e desenha o pentagrama ou lança-o para o alto, dizendo:], ó Céu [visualiza a estrela num ponto com o dobro de tua altura acima de ti] [olha para baixo de desenha o pentagrama na terra ou lança-o ao chão, dizendo] e Terra [imagina o pentagrama abaixo de ti numa profundidade com o dobro da tua altura]!

Em pé, com teus braços abertos em forma de cruz, dize:

O Senhor da Lei diante de mim,
O Senhor do Conhecimento atrás de mim,
O Senhor das Profundezas à minha direita,
O Senhor do Arado à minha esquerda,
O Senhor do Céu acima de mim,
A Terra Divina sob mim,
O Senhor das Águas Profundas através de mim,
O Grande Pilar do Céu,
O Grande Alicerce da Terra.
Cercado pelas estrelas, agora brilhas com uma luz ponderosa. Linhas de luz
provenientes das estrelas convergem em teu coração.

Repete a primeira parte:

Eu te invoco, ó pênis/ó vulva! Vida para mim, saúde para mim, que vossos louvores
estejam sempre em meu cantar.

3 Tou̯ tou̯erki̯ā Belenī (A Liturgia de Belenos)

A prece formal (kou̯ariu̯edi̯ā) é ritualizada e consiste em quatro partes básicas (peturā u̯ridodarnā):

3.1 limpeza (nigon)
3.2 oração (u̯edi̯ā)
3.3 sacrifício (adbertā)
3.4 libação (lindon)

3.1 Nigon

Nigi tou̯ du̯ī lāmai̯ ak ei̯ās ardu̯osagi̯etari̯o.

3.2 Ṷedi̯ā

Argisame entar Dēu̯ūs, Rīχs andeu̯oretī, Ṷātis ak Slanī, ad me u̯erte tou̯ ope. Lārogenos immi, birroi̯ senti in bitū mon nerton lati̯āk, eχtos tou̯ treχsi̯ā eχsanamis dīu̯erbii̯et pāpan mēblan. Ā Belene noi̯bisame, tigerne u̯erbou̯dīke, kleu̯e mon u̯epūs etik erna moi̯ tou̯ raton.

3.2.a Ops Nemesos: Komarkon Sāu̯elē

Ops Dēu̯ī mārī,
Ops Dēu̯ī Klutās,
Ops Rīgos Budīnās,
Ops Rīgos Biu̯on,
Ṷer snīs eχsemau̯nos
Papā u̯aχti̯ā aχ tratun.
Ṷer snīs eχsemau̯nos
Koi̯mū bou̯dilānūk.
Klutā tī su̯esin,
Ā Sāu̯elis klute.
Klutā tī su̯esin, ā Sāu̯elis,
Enepon Dēu̯ī Biu̯otūtos.

3.3 Adbertā

Ā Belene Agesilobere, sin aretoi̯berū are tou̯ aneχtlon. Kardatosagi̯ūmī toi̯ raton lau̯eniās ollās u̯er mon mapūs, kīlii̯an, karantas etik mon tou̯tan. Ak su̯emoi̯, eđđi maru̯on dī me konsamalī mon biu̯otūtan.

3.4 Lindon

Belene Areopsī,
Belene Argantogai̯se,
Belene Branī,
Belene Dēu̯okai̯le,
Belene Drukou̯erte.
Belene Atīr, toi̯ molātus bii̯etū (lindon seme dubrī).
Belene I̯akkitobere,
Belene I̯eđđine,
Belene Tonketouede,
Belene Tou̯iđđāke,
Belene Ṷorete.
Belene Atīr, toi̯ molātus bii̯etū (lindon seme melēs).

3.1 Limpeza

Lava tuas mãos e ergue-as.

3.2 Oração

Ó brilhantíssimo entre os Deuses, Rei que concede grande ajuda, Profeta e Curador, volta para mim os teus olhos. Sou um filho da terra, curtos são meu poder e dias no mundo, mas tua força sem falhas sobrepuja todo mal. Santíssimo Belenos, senhor muito vitorioso, ouve minhas palavras e dá-me tua benção.

3.2.a O Olho do Céu: Saudação ao Sol

O olho do grande Deus,
O olho do Deus da glória,
O olho do Rei dos exércitos,
O olho do Rei dos Vivos.
Vertendo sobre nós
A todo momento e estação.
Vertendo sobre nós
gentil e generosamente.
Glória a ti,
Tu, Sol glorioso,
Glória a ti mesmo, ó Sol,
Face do Deus da Vida.

3.3 Sacrifício
Ó Belenos, Portador de Saúde, ofereço-te isto por causa de tua proteção. Imploro-te que concedas toda felicidade a meus filhos, esposa, amigos e ao meu povo. E para mim mesmo, que eu morra do modo como tenho vivido.

3.4 Libação

Belenos previdente,
Belenos da lança prateada,
Belenos dos corvos,
Belenos dos presságios divinos,
Belenos afastador do mal.

Pai Belenos, que sejas louvado (verte uma libação de água).

Belenos portador de saúde,
Belenos brilhante,
Belenos guia do destino,
Belenos líder,
Belenos auxiliador.
Pai Belenos, que sejas louvado (verte uma libação de mel).

4 Repete 2 (Lītus Pempegeni̯ī).

Belloṷesus /|\