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Aicme Beithi 1: a Bétula

Birch-forest

1. B, Beithe

>-,-

A Bétula

A Árvore Branca da Pureza

Como se diz: bé
Tradução: bétula
Nome científico: Betula pendula
Irlandês antigo: beithe
Galês: bedwen
Inglês: birch
Significados básicos: começos, beleza
Classe: camponês
Cor: bán, “branco”

Bríatharogaim

Bríatharogam Maic ind Óc
Beithe: maise malach, “beleza da sobrancelha”

Bríatharogam Con Culainn
Beithe: glaisem cnis, “a da pele mais cinzenta”

Bríatharogam Morainn mac Moín
Beithe: féochos foltchain, “pé mirrado e cabelo fino”

Comentários

Bellovesos: Beithe, a bétula, com seu tronco esbelto, suas folhas verdes claras e sua casca prateada, representa um tipo peculiar
de beleza, pálida, delicada, tremulante, rara como o cervo branco. Como o luar, permanece fora de alcance, sempre perseguida,
nunca possuída.

Como primeira letra do alfabeto ogâmico, Beithe também representa novos começos, novas oportunidades e todas as coisas
inocentes e jovens. Maleável e flexível, ela se curva ao vento, mas não se quebra. Sua arte é a da subsistência, ou, como se
poderia dizer, a da sobrevivência.

Viajar tranquilamente, com poucos desejos e abertura para aquilo que a jornada pode trazer: essa é a arte de Beithe.

O Auraicept na n-Éces conta assim a origem do Ogham:

Quais são o lugar, a época, a pessoa e a causa da invenção do Ogham? Não é difícil. Seu lugar é a ilha da Irlanda, onde vivemos
nós, os irlandeses. Na época de Bres, filho de Elatha, rei da Irlanda, foi ele inventado. Sua pessoa (isto é, quem o inventou) foi
Ogma, filho de Delbaeth, irmão de Bres, pois Bres, Ogma e Delbaeth são ali os três filhos de Elatha, filho de Delbaeth. Eis que
Ogma, um homem bem versado no discurso e na poesia, inventou o Ogham. A causa de sua invenção, como uma prova de sua
engenhosidade e [para] que esse discurso pertencesse ao instruído separadamente, excluindo-se os rústicos e pastores. De onde o
Ogham obteve seu nome, de acordo com o som e a matéria, quem são o pai e a mãe do Ogham, qual é a primeira letra que foi
escrita pelo (isto é, com o) Ogham e por que o “b” precede toda letra?

O Ogham, de Ogma, foi inicialmente criado com relação a seu som de acordo com a matéria. Entretanto, ogum é og-uaim,
aliteração perfeita, que os poetas aplicam à poesia por meio dele, pois pelas letras o gaélico é medido pelos poetas. O pai do
Ogham é Ogma, a mãe do Ogham é a mão ou a faca de Ogma.

Isto, além do mais, é a primeira coisa que foi escrita pelo Ogham, >-,,,,-,,,-, isto é, (a bétula) “b” foi escrito e para ocultar um
aviso a Lug, filho de Ethliu, foi ele escrito a respeito de sua esposa, não fosse ela arrebatada para o País das Fadas, a saber, sete
bês num ramo de bétula: tua esposa será sete vezes levada de ti para o País das Fadas ou para um outro país, a menos que a
bétula proteja-a. Por essa razão, além do mais, “b”, bétula, toma a precedência, pois é na bétula que o Ogham foi escrito
primeiramente.

Em A Batalha das Árvores, o bardo Taliesin refere-se à bétula:

A Bétula, apesar de sua mente elevada,
Atrasou-se antes que ele (o tojo) fosse enfileirado.
Não por causa de sua covardia,
Mas por causa de sua grandeza.
[…]
Os cimos da Bétula cobriram-nos com folhas
E transformaram-nos e mudaram nosso estado enfraquecido.

beautiful-birch-leavesSagragnos: o Nascimento. Beithe é a bétula, é o começo, o princípio, o nascimento, aurora de um novo dia. É o vasto potencial
que se projeta para diante. É a primavera com todo o trabalho que deve ser feito a fim de plantar as sementes que irão crescer no
verão e garantirão a colheita. É a primeira letra na página que a inspiração e o esforço levarão à frente até que a história, o
ensaio, o livro estejam terminados. É o primeiro instante em que a passagem do tempo e tudo que nele se fez irão transformar-se
em história. É o toque da alvorada no despontar do dia, o chamado para acordar e aprontar-se para os afazeres diários. É o
desafio para levantar-se e lutar para cumprir a promessa daquilo que pode ser. É a energia potencial esperando o direcionamento
e a força de vontade que permitirão realizar tudo o que for decidido. É vida, vitalidade, vigor, saúde, frescor. É iniciação. Em
certo sentido, é um aspecto da ordem cíclica das coisas. Depois do fim, ou no ponto em que tudo termina e o novo ciclo começa.
Aqui, o foco está no começo, mas, como em toda a natureza cíclica, o começo e o fim são, muitas vezes, o mesmo ponto.

Coslogenos: nascimento, a liberação daquilo cujo tempo chegou, produção, criação. Invertida: expulsão, banimento,
desembaraçar-se de algo.

Coirí Filidechta
Os Caldeirões da Poesia

Coire Goiriath (Caldeirão do Aquecimento), físico: você deve eliminar a negatividade de si mesmo, as influências inúteis e os
maus pensamentos para ter um novo começo.

Coire Érmai (Caldeirão do Movimento), emocional/mental: concentre-se em seu desejo, a imagem do resultado buscado deve ser
mantida na mente com firmeza.

Coire Sois (Caldeirão da Sabedoria), espiritual: para um novo começo, visualize o branco da bétula, que se destaca limpo de
distrações e obstruções.

Bellouesus /|\

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