Arquivo mensal: janeiro 2014

Ritos Preliminares

cavaloI. Rak Ṷedyān Runā

Lamās mon uχsgabyū Sukellī me delṷāđđetso ṷo rodarkū, Lugoṷs me riyos ṷreχteso ṷo rodarkū, Maponī me glanos ṷreχteso ṷo rodarkū, in karantī lubīk.

Moy lānobitun in mon troṷgī rodāte: Eponās đerkan, Brigindonos karantyan, Kirkyī ṷiđđun, Nantosṷeltās raton, Nemetonās obnun, Nodentos sṷanton, ad in Bitū Triyon ṷreχtun Dēṷoy Senisteroy samalī in Albyē ṷregont.

In skatū loṷketūk papū, papū in diū noχtik moy māronerton aneχtlon sṷeson rodāte.

A runā (segredo) é uma curta prece que prepara o indivíduo para outro rito. Deve ser dita em voz baixa e cadenciada como as ondas do mar, preferencialmente em um lugar tranquilo e retirado, dentro de casa ou não, ou, se possível, às margens do mar ou de um rio. 

I. Runa antes da Oração

Ergo minhas mãos sob o olhar de Sukellos que me formou, sob o olhar de Lugus que me fez livre, sob o olhar de Maponos que me fez puro, em amizade e alegria.

Dai-me prosperidade em minha necessidade: o amor de Eponā, a amizade de Brigindū, a sabedoria de Kirkyos, a benção de Nantosṷeltā, o temor de Nemetonā, a vontade de Nodens, para que no Mundo do Três eu faça como os Dēṷoy e os Ancestrais fazem em Albiyon.

Em cada sombra e luz, em cada dia e noite, dai-me vosso poder e proteção.

moedaSubrātiū  Gniyatēs

Benção do Agente

II. Lītus Pempegenyī

Eχsregontū, eχsregontū! Adgabyontū, adgabyontū!

Eχstīgaryū, ā kalge/ā tute! Biṷotūđ to mī, yakkā to mī, sutanī biyont molatoṷes sṷesron in mon kantlū. Catubodṷa Agrorīganī, Seχtansṷēsores, ā Noχs, Maguni Prituniχtomagesos, ā Nemos aχ Talamu!

Tigernos Kagnēs are mī,
Tigernos Suṷiđđoṷs ēron mī,
Tigernos Andedubnī deχsiṷē mon,
Tigernos Aratrī toṷtē mon,
Tigernos Nemesos uχsi mī,
Talamū Dēṷyā ṷo mī,
Tigernos Dubron Dubnon tri mī,
Uχsmonios Māros Nemesos,
Ṷotāyos Māros Talamonos.

Eχstīgariū, ā kalge/ā tute! Bitūđđ to mī, yakkā to mī, sutanī biyont molatoṷes sṷesron in mon kantlū.

II. Ritual do Pentagrama

[Caminha em círculo, em sentido horário. Agita tuas mãos como se estivesses espantando pássaros.] Saiam, saiam! Para fora, para fora!

Podes usar também uma adaga e refazer o percurso até sentires que a área encontra-se limpa, porém não mais de 7 vezes. Vai para o centro do círculo e fica de frente para o leste; se usaste uma adaga, guarda-a na bainha.  

[Com os dedos de tua mão dominante, toca tua testa e dize:] Eu te invoco [a força vital, nēbos, sobe de teu coração; desce tua mão à área genital:], ó pênis/ó vulva [de acordo com teu sexo; o nēbos desce internamente da tua testa pela coluna e chega à área genital]! [Toca teu ombro direito:] Vida para mim [o nēbos sobe dos genitais de volta para o coração e deste para teu ombro direito], [toca teu ombro esquerdo:] saúde para mim [o nēbos cruza para o ombro esquerdo], [entrelaça as mãos na altura do teu coração:] que vossos louvores estejam sempre em meu cantar [na forma de um globo de luz cujo centro é o teu coração e que preenche todo o teu corpo, o nēbos ilumina toda a área]. [Avança para o leste, ou fica onde estás, e imagina um pentagrama em tua testa. Desenha-o no ar ou arremessa-o até a borda do círculo, dizendo:] Ó Catubodṷa, Rainha da Batalha [o nēbos flui de tua mão e forma a estrela diante de ti; ela permanece ali], [no norte:] Sete Irmãs [são as Plêiades; procede como antes], [no oeste:] ó Noite [procede como antes], [no sul:] Virgem do Campo de Trigo [procede como antes], [novamente voltado para o leste, desenha o pentagrama acima da tua cabeça ou arremessa-o para cima, dizendo:] ó Céu [procede como antes] [olha para baixo e desenha um pentagrama na terra ou arremessa-o em direção ao chão, dizendo:] e Terra [imagina um pentagrama a uma profundidade duas vezes a tua altura embaixo de ti]!

Em pé, com os braços abertos em cruz, dize:

O Senhor da Lei diante de mim,
O Senhor do Conhecimento atrás de mim,
O Senhor das Profundezas à minha direita,
O Senhor do Arado à minha esquerda,
O Senhor do Céu acima de mim,
A Terra Divina sob mim,
O Senhor das Águas Profundas através de mim,
O Grande Pilar do Céu,
O Grande Alicerce da Terra.

Rodeado pelas estrelas, brilhas agora com uma luz poderosa. Linhas de força provêm das estrelas e convergem em teu coração.

Repete a primeira parte:

Eu te invoco, ó pênis/ó vulva! Vida para mim, saúde para mim, que vossos louvores estejam sempre em meu cantar.

Bellouesus /|\

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Accepted or refused?

jugThis cleromantic consultation aims to provide a response (in the context of a larger rite) on the acceptance or rejection of an offering to the Dēṷoy, restricting the answer to the simplest alternatives: yes or no.

Four deities govern the procedure: Lugus, Toṷiđđākos Sentuṷon Ollon (Lugus, Conductor of All Paths), Brigindū Dubus (Brigindū the Black One), Brigindū Kloṷodānus (Brigindū Famous-for-her-Gift), Brigindū Keros (Brigindū the Rowan Tree).

The necessary elements are:

a) the fire, that represents the presence of the Dēṷoy;
b) a light coloured stone;
c) a dark coloured stone;
d) a small vase of ceramic, metal or wood for the stones;
e) a ceramic, metal or wood container with pure water where the stones will be thrown;
f) small amounts of wine and honey for libations in appropriate containers.

Begin the lītus (1) reciting the ṷedyās (2) for the Dēṷoy (3) before the noybon (4):

Lugus, Toṷiđđāke ā Sentuṷon Ollon,  
Tankos toy biyetū, MāroDēṷe.

Lugus, O Conductor of All Paths,
Peace be with you, Great God.

Pour into the noybon a libation of wine to Lugus.

Brigindū ā Dubus, Brigindū ā Kloṷodānus, Brigindū ā Kēre,
Tankos sṷūs biyetū ollābo, NoyboDēṷitatis. 

Brigindū the Black One, Brigindū Famous-for-her-Gift, Brigindū the Rowan Tree,
Peace be with you all, Holy Deities.

Pour into the noybon a libation of honey for each of the Brigindones.

Dīmoyṷetete, sṷūs arkiyū: an esāt soadbertā kombritā?

Tell me, I pray you, has this offering been accepted?

Stir the stones three times within the vessel. Throw them into the container with water. The favourable side is the right one. If the light coloured stone falls in it, your sacrifice was accepted. However, if the stone is the dark coloured one, your offering was refused.

(1) Lītus, a ritual.
(2) Ṷedyā, a prayer.
(3) Dēṷoy, the Gods.
(4) Noybon, “holy thing”, an altar or the physical focus of the ritual.

Bellouesus /|\

Delṷā Petriādos

petrias2Delṷā Petriādos
O Diagrama da Tétrade

No princípio, Esus usou seu machado para derrubar algumas árvores da Grande Floresta a fim de criar a Clareira.

No primeiro nível, Caχtū é o Poder de Esus, manifestado através de Đīronā, o alicerce para a compreensão das demais posições.

No segundo nível, Yalon e Kayton mostram o indivíduo, o Cosmos e a relação entre ambos.

Yalon (a Clareira) representa a influência do Cosmos que leva o indivíduo a uma ação.

Kayton (a Floresta) representa a reação do Cosmos às ações do indivíduo.

No terceiro nível, Tarṷos, Taranus e Sukellos representam as três decisões que o indivíduo pode tomar.

O primeiro ser surgido na Clareira foi o Tarṷos (o Touro). Por isso, Tarṷos ocupa a posição central (Kridyon, o Coração). Tarṷos representa novas decisões e orientações a ser seguidas.

Taranus (Deus do Céu e Regulador, o aspecto benéfico de Esus), representa decisões que trazem equilíbrio e coisas que não devem mudar.

Sukellos (Deus do Mundo Inferior e Sacrificador, o aspecto terrível de Esus), representa decisões antigas e orientações que devem ser descartadas.

O quarto nível, criado a partir do sacrifício de Tarṷos, representa o mundo material (Bitus, o Mundo, e Donyos, o Ser Humano).

Lugus traz a força dinâmica e criativa, as ambições e a vontade pessoal.

Brigindū mostra o poder da mente, os pensamentos, e as estratégias para a concretização de objetivos.

Mātronā governa as emoções, os sentimentos e os impulsos.

Rosmertā domina a realidade física e a vida quotidiana.

Os dez pontos formam nove triângulos menores e as relações entre estes também devem ser examinadas.

Acima de Caχtū reina Anprityos, o Incriado Não-Manifesto.

Caχtū é a Mônada (Oynās) ou Ponto, origem de todas as formas.

Kayton e Yalon compõem a Díade (Dṷiās), a linha, extensão sem largura.

Tarṷos, Taranus e Sukellos formam a Tríade (Trīās), soma da Mônada e da Díade e origem dos oráculos.

Rosmertā, Mātronā, Brigindū e Lugus integram a Tétrade (Petriās), Fonte da Natureza e Raiz de todas as coisas.

CAM00023tarotLeia também: Libations to Belenos before Divination.

Bellouesus /|\

Alô? Bisa, é a senhora?

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O/A ritualista estará vestido/a em roupas de luto. As oferendas são: libações de leite, mel fino, água de flores, água pura, vinho, frutos da terra, flores variadas em perfeito estado.

Aos recessos escuros da terra e às deidades que neles habitam as oferendas devem ser feitas em libação, junto à tumba ou a objetos que tenham sido muito queridos ao morto e com ele tenham estado em frequente contato ou mesmo junto a partes de seu corpo.

O morto deve ser chamado pelo nome e apelidos (pelo/a ritualista e assistentes, se houver), mencionando-se brevemente realizações importantes de sua vida terrena e seus entes queridos que permanecem neste mundo (somente o/a ritualista).

Os poderes que guiam as almas em sua viagem ao outro mundo devem ser invocados, bem como Litauis, a ampla Terra que estende seus domínio sobre o Reino da Noite, e Lugus, o Senhor de Todos os Caminhos (pelo/a ritualista e assistentes). Deve-se solicitar respeitosamente ao Reino dos Mortos que abra suas portas a fim de que a alma sozinha, sem nenhuma companhia indesejada, possa atravessar o Rio Escuro e a distância que a separam de nós (pelo/a ritualista).

Quando a sombra se manifestar, qualquer pergunta cuja resposta se deseje deve ser feita de forma breve e objetiva. O morto não deve ser interrompido durante sua resposta. Caso maiores esclarecimentos sejam necessários, deve-se explicar o motivo, sempre com brevidade e objetividade.

Esse contato exige muito dos vivos e do morto e não deve ser prolongado além do imprescindível. Se você está com saudade e sofrendo por alguém que atravessou o rio, esse NÃO é o caminho. Viva com a sua dor. A dor faz parte da vida. Todos perdem entes queridos e a dor que você hoje sente é a mesma que no futuro causará a outros.

Quando o procedimento estiver encerrado, cortesmente agradeça à alma por sua presença e convide-a a voltar aos reinos inferiores, junto aos deuses e ancestrais, o lugar a que ela pertence. Lembre-se de que você não é nada para dar ordens aos mortos e menos ainda aos deuses, estejam eles em Andedumnon, Bitus ou Albiion.

Bellouesus /|\ – Javali Artes Negras