Arquivo mensal: novembro 2013

Alfabetos Ogâmicos do Tratado do Ogham (Parte 2)

Leabhar Bhaile an Mhóta
Livro de Ballymote (Irlanda, final do séc. XIV)

11_runogam_na_fian
11. Runogam na Fian.
Ogham secreto dos Fenianos.

12_sem_nome
12. Sem nome.

13_ebadach_ilaind
13. Ebadach ilaind.
(Ogham) em forma de Ebad.

14_ogam_briccren
14. Ogam Briccren .i. in doimni i mbi in fid isin aipgitir is e lin flesc scribthar ina uat ut in figura .i. aen do beithi, xx do idad.
Ogham de Bricriu, isto é, a profundidade em que a letra se encontra no alfabeto, que é o número de traços que são escritos em sua formação ut in figura, isto é, um para b, vinte para i. (Segue-se então uma composição nesse Ogham.)

15_ogam_uird
15. Ogam uird: int ord bis for na fedhaib i n-aipgitir .i. in fidh is toseachu quam aile i n-aipgitir is e is tosec[h]u scribthar ac denam anma; dedencha, dedencha he isin ainm ut est in hac figura:
Ogham da ordem: a ordem que as letras têm no alfabeto, isto é, a letra que vem antes de uma outra no alfabeto é escrita primeiro ao formar o nome, e a última, por último no nome, ut est in hac figura:

b n r a .i. Bran;
b l d r a a i, Labraid

b n r a, isto é, Bran;
b l d r a a i, Labraid.

16_ogam_ar_a_mbi_aen
16. Ogam ar a mbi aen .i. aenflesc forcraid do scribend la gach fid: et reliqua go v gach a.
Ogham onde há um a mais, isto é, um traço a mais a ser escrito com cada letra, etc., até cinco de cada.

17_ogam_adlenfid
17. Ogam adlenfid.
Ogham do cabide de letras.

18_gleselgi
18. Gleselgi [glese selge] .i. da ainm do scribend .i. cach trina cele dib .i. tosach in cetanma do scribend connigi a leth, 7 tosach in anma ele ina dhiaidh, 7 dered in chetanma ina dhiaidh, 7 dered in anma ele postea; 7 ita anmanda a ndentar, sin anma tosaigh, sin 7 derid, inund, amal atait isin da craib and.

bec-an, ler-an: gleselgi .i. da ainm.
feth-nat, seg-nat, aliter gleselge.

Rastro da caçada, isto é, dois nomes a ser escritos, cada um deles através do outro, isto é, o começo do primeiro nome a ser escrito até a sua metade e o começo do outro nome depois dela e postea o fim do outro nome; e, onde houver nomes que sejam identicamente formados, os do primeiro nome e os do último tal como se encontram nas duas hastes aqui:

um pequeno, diminuto mar: gleselgi, isto é, dois nomes,
uma pequena calma, um diminuto gamo, aliter rastro da caçada.

19_crad_cride_ecis
19. Crad cride ecis.
Angústia do coração de um poeta.

20_armogam
20. Armogam .i. gai ar aicme bethi. Sciath ar aicme h. claidim ar aicme m. Calgadeg (sic) ar aicme a .i. aen dib ar in cetfid gibe aicme, a da ar in tanaise.
Ogham das armas, isto é, lança para o grupo B, escudo para o grupo H, espada para o grupo M, espada com punho de marfim para o grupo A, isto é, um de cada um deles para a primeira letra de cada grupo, dois para a segunda.

Bellouesus /|\

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Alfabetos Ogâmicos do Tratado do Ogham (Parte 1)

Leabhar Bhaile an Mhóta
Livro de Ballymote (Irlanda, final do séc. XIV)

1_aradach_finn

1. Aradach Finn andso sis.
(Ogham) da escada de Fionn aqui embaixo.

2_et_reliqua

2. et reliqua sic foraicme i n-ar ndeigh.
e os restantes sic grupo dos ditongos atrás de nós.

3_luthogam

3. Luthogam andso.
Ogham da dobradiça aqui.

4_tredruimnech

4. Tredruimnech so.
Este é o (Ogham) de três sulcos.

5_trelurgach_find

5. Trelurgach Find.
(Ogham) de três troncos de Fionn.

6_ladogam

6. Ladogam.
Ogham do canal.

7_sem_nome

7. Sem nome.

8_ceathardruimnech

8. Ceathardruimnech Cruteni.
(Ogham) de quatro sulcos dos Crutine.

9_aliter_bethi

9. Aliter bethi, mar so uili.
Aliter para B, o mesmo para todos.

10_osogam

10. Osogam .i. dam ar aicme beithi, elit ar aicme h, iarnu ar aicme m, laeg ar aicme ailme .i. aen dib ar in cetfid na aicme, a do ar in fid tanaise, 7 mar sin uile co roised ar in fid dedenach .i. a u.
Ogham do veado, isto é, um gamo adulto para o grupo B, uma corça para o grupo H., um gamo novo para o grupo M, um filhote para o grupo A, isto é, um deles para a primeira letra do grupo, dois para a segunda letra e assim por diante, até se chegar à última letra, isto é, cinco.

Bellouesus /|\

5o. EBDRC

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5o. EBDRC – Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta

NAS PEGADAS DOS DEUSES
Mitos e Ritos dos Celtas

Pela primeira vez no Nordeste do Brasil

Recife – PE

18, 19 e 20 de abril de 2014

Onde: Pousada Aldeia dos Camarás (Rua Alcides Maia, 301, Camaragibe, Recife – PE), fone (81) 8923-4065 (falar com Renata Gueiros)

pousada

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Valor* das inscrições e formas de pagamento: (hospedagem + refeições + palestras/oficinas):

De 29/11/2013 a 31/12/2013: R$ 282,00 em até 3x de R$ 94,00 (dez/jan/fev).
De 01/01/2014 a 31/01/2014: R$ 312,00 em até 2x de 156,00 (jan/fev).
A partir de 01/02/2014: R$ 342,00 em parcela única.

* Translado das vans incluído.

Refeições: café da manhã (dias 19 e 20), almoço (dias 18, 19 e 20), coffee break (dias 18 e 19) e jantar (dias 18 e 19), num total de 9 refeições.

INSCRIÇÃO

Informações pessoais

Nome completo:
RG:
CPF:
Cidade:
Estado:
Fone para contato:
E-mail:
Nome para o crachá:

Pertence a algum grupo (nemeton, caer, grove, ordem, coven, outro)?
Nome:

Druidismo? ( )
Reconstrucionismo Celta? ( )
Outro? ( ) Qual? …………………………

Iniciante em Druidismo ( ) Sim ( ) Não
Iniciante em Reconstrucionismo Celta? ( ) Sim ( ) Não

A inscrição somente será efetuada após confirmação do depósito na conta*:

Banco: Bradesco
Agência: 3201-8
Conta-corrente: 0520165-9
Nome: Renata Romero Gueiros

Enviar dados da operação ou comprovante para o e-mail: renatita@gmail.com.

* No caso de parcelamento, após a comprovação do pagamento da última parcela; menores de idade somente acompanhados dos pais.

Cronograma provisório

5ebdrc

1º. dia – 18/04 (sexta-feira)

9:00 às 11:30

Recepção e acomodação

12:00

Almoço

14:00

Abertura do V EBDRC

14:30

Palestra

Belloesus īsarnos

(RS)

A Religião dos Celtas – Inscrições, iconografia,
literatura – O que os próprios celtas disseram e o que os outros disseram
sobre eles

16:00

Palestra

Renata Gueiros

(PE)

O Papel das Mulheres no Druidismo –
Ontem e Hoje

17:00

Coffee break

17:45

Workshop

Bandruir

(RJ)

Clava e Harpa, Corpo e Alma: A Magia
Bárdica nos Rituais

18:45

Intervalo

19:00

Jantar

20:00

Mesa Redonda

Todas as Árvores do Bosque: caminhos e rumos do Druidismo
no Brasil

21:30

Fim das atividades do dia

2º. dia – 19/04 (sábado)

7:00 às 9:30

Café da Manhã

9:30   

Palestra

Druida
do Vento (MS)

A Sacralidade Local e os Ritos Sazonais

10:40

Atividade

Rowena e Endovelicon (SP)

Aquecendo os Caldeirões

12:10

Almoço

14:00 

Palestra

Rafael Corr (SC)

Música Tradicional Irlandesa – Uma
análise interativa de sua temática e influência no cenário folk atual

15:10

Atividade

Wallace William de Souza
(SP)

A Rainha Égua – A Retomada da Soberania.

16:30

Coffee break

17:15

Atividade

Marcela
Badolatto (SP)

Tema a definir

18:30

Intervalo

19:00

Jantar

20:00

 

Oficina

Belloesus īsarnos

 (RS)

1ª parte – Não diga emãcóu.

2ª parte – Técnicas
básicas para a criação e uso de selos mágicos.

21:30

Fim das atividades do dia

3º. dia – 20/04 (domingo)

7:00 às 9:30

Café da Manhã

9:00   

Palestra

Joab Nascimento (PB)

Ritos Sacrificiais e Sacrifícios Rituais: Do Antigo ao Atual

10:10

Atividade

Marcos
Reis (SP)

Confeccionando o Ramo de Prata: tecendo a ligação
entre os Reinos.

11:40

Intervalo

12:00

Almoço

14:00

Visita ao Instituto Ricardo Brennand**

 

Encerramento

** Opcional, R$ 20,00 entrada inteira e R$10,00 a meia.

Edições anteriores:

2010I EBDRC: Florianópolis – SC – Sul
2011II EBDRC: Cotia – SP – Sudeste
2012III EBDRC: Novo Hamburgo – RS – Sul
2013IV EBDRC: Cotia – SP – Sudeste

Fotos AQUI.

Pousada Aldeia dos Camarás

Bellouesus /|\

A Mishmash do Druidismo Hassídico

700_heczcsxodwbkyyjtarrzrorldfznsyg8Introdução de 1976

A Mishmash do Druidismo Hassídico consiste numa listagem das leis básicas, costumes, vocabulário e princípios éticos dos HDNA (Hassidic Druids of North America). Como mencionado no Capítulo 15, a principal função da Mishmash é provocar um debate regular e amplo sobre cada aspecto da religião. Conhecida como Puxão-de-Cabelo, essa obrigação de debate acadêmico força cada geração de Druidas Hassídicos a reavaliar suas vantagens e ajustá-las a seu ambiente atual. É importante notar que os versos da Mishmash não são leis eternas gravadas em pedra (veja 1:4), mas planejadas para provocar o debate e a meditação. No entanto, são uma tentativa séria de condensar, numa única fonte concentrada, os princípios éticos em que, aparentemente, acredita a maioria dos Neo-pagãos vivos (de todas as denominações). Enquanto muitos versos serão de interesse apenas para os Druidas Hassídicos, o restante da Mishmash fará despertar alguma coisa nas mentes e corações dos Neo-pagãos de toda herança cultural.

A Te-Mara consiste em comentários sobre os versos da Mishmash, por várias gerações de sábios druídicos. Esses comentários são de grande auxílio para a prática do Puxão-de-Cabelo, pois proporcionam aos Druidas de todas as posições argumentos com os quais possam apoiá-las. Tentar discutir a Mishmash sem referência aos versos apropriados da Te-Mara é tolo, pois os Sábios Antigos frequentemente avisaram contra a discussão da Mishmash “como se não houvesse uma Te-Mara”. De tempos em tempos, acréscimos à Te-Mara foram imprimidos e distribuídos pelo Arqui-bosque. [Por sorte, conseguimos todos. Ed]

Considdur: as Alternativas, consiste de preces e bençãos de particular valor para os Druidas Hassídicos. A maior parte delas soará familiar para os membros da RDNA (Reformed Druids of North America), mas algumas delas foram escritas de forma totalmente original. Um princípio básico da HDNA é que a religião de alguém deve saturar totalmente a sua vida e estilo de vida. Assim, espera-se que qualquer Druida Hassídico seja capaz de criar uma benção ou oração para absolutamente qualquer ocasião. Acréscimos a esse Livro serão também imprimidos e distribuídos pelo Arqui-bosque de tempos em tempos.

De onde veio essa religião? Os Druidas Hassídicos eram, na maioria, antigos judeus que amavam muitos dos velhos costumes judaicos (especialmente iídiches), mas não se importavam com a teologia repressiva e puritana que eles entenderam ser a sua acompanhante. Outros estavam meramente procurando por um Estilo de Vida Neo-pagão completo e o Druidismo Hassídico era um dos poucos à disposição. Nas últimas décadas, houve uma grande recuperação, pelos Neo-pagãos, de costumes e celebrações encampados pelo Cristianismo. Agora é o momento para o Judaísmo ser invadido do mesmo modo e nossa herança pagã, revivida (e, algum dia, o mesmo processo poderá ocorrer com o Islã).

O Druidismo Hassídico não deve ser visto como uma série de insultos deliberados contra o Judaísmo. Pelo contrário, pode-se argumentar muito honestamente que o Judaísmo representou uma série milenar de insultos contra o Paganismo. As Escrituras Judaicas estão repletas com um exemplo depois do outro de blasfêmia, sacrilégio e genocídio cometidos pelos judeus contra seus vizinhos pagãos. Mas, enquanto os judeus estavam assassinando, escravizando, estuprando e insultando os pagãos e o Paganismo no Oriente Médio, os judeus (e suas ramificações posteriores) estavam absorvendo, apropriando-se e roubando vários costumes, conceitos e celebrações pagãos. É isso que o movimento dos Druidas Hassídicos “pegou de volta”, conhecendo suas origens pagãs. É claro que existe também o fato de que, ao longo dos séculos de perseguição pelas culturas monoteísticas que eles engendraram, os judeus desenvolveram um certo número de novos hábitos e costumes, ideados para ajudar uma minoria em perigo a sobreviver num ambiente hostil. Também esses os Druidas Hassídicos sentiram-se livres para pegar emprestados, pois há coisas de muito valor para os Neo-pagãos (seguidores de religiões minoritárias ameaçadas num ambiente hostil) nessas tradições.

A MISHMASH DO DRUIDISMO HASSÍDICO

Capítulo Um: Sobre a Identidade

1. O Druidismo Hassídico é um modo de vida.
2. Todos os ordenamentos dos Druidas Hassídicos fundamentam-se na identidade dos Druidas Hassídicos como tais e não são obrigatórios para outras pessoas.
3. Todos os Ordenamentos e costumes podem ser modificados por razões de saúde, sustento, evitar o encarceramento e sobrevivência.
4. A Mishmash é um carvalho, não um monumento de pedra.

Capítulo Dois: Sobre as Prioridades Éticas Gerais

1. O Multiverso é muito grande!
2. Estilo de vida é mais importante que credo.
3. Intenção é mais importante que resultados.
4. Pessoas são mais importantes que propriedades.
5. Disciplina é mais importante que controle.
6. Sobrevivência é mais importante que conforto.
7. Criação é mais importante que criticismo.
8. Destruição é melhor que reclamação.
9. Unidade é melhor que dissensão.
10. Individualidade é melhor que conformidade.
11. Responsabilidade é melhor que repreensão.
12. Remorso é melhor que culpa.
13. Sensualidade é melhor que ascetismo.
14. Amor é melhor que ódio.
15. Cuidado é melhor que medo.
16. Coragem é melhor que temeridade.
17. Conhecimento é melhor que ignorância.
18. Auto-conhecimento é melhor que orgulho.
19. Sabedoria é melhor que conhecimento.
20. Honestidade é melhor que fraude.
21. Honra é melhor que arrogância.
22. Paz é melhor que guerra.
23. Alegria é melhor que tristeza.
24. Generosidade é melhor que parcimônia.
25. Misericórdia é melhor que justiça.
26. Lealdade é melhor que escravidão.
27. Confiança é melhor que cinismo.
28. Ceticismo é melhor que credulidade.
29. Boas obras são melhores que boas promessas.

Capítulo Três: Sobre a Comida e a Bebida

1. Qualquer comida ou bebida que se souber serem fatais serão declaradas rudes e não poderão ser consumidas pelos Druidas Hassídicos.
2. Os seguidores do Druidismo Hassídico podem ser vegetarianos, carnívoros ou omnívoros, conforme escolherem individualmente.
3. A carne e o sangue dos seres sencientes é rude e não pode ser consumida.

Capítulo Quatro: Sobre a Conduta Sexual

1. O sexo é um dom dos Deuses e deve ser desfrutado por todos os interessados tão frequentemente quanto possível e desejado, mas especialmente nos Fins-de-Semana e Grandes Dias Sagrados.
2. Qualquer ato sexual fisiologicamente perigoso ou impossível a qualquer participante é proibido.
3. A gratificação sexual não deve ser usada para coerção, nem a coerção (física ou não-física) ser usada para obter gratificação sexual; isso é um crime contra os Deuses.
4. Nenhuma restrição será posta aos atos sexuais de quaisquer participantes por motivo de idade, espécie ou preferências sexuais, salvo onde for iminente o perigo para a saúde e/ou de prisão.
5. Espera-se que todos os parceiros ligados proporcionem satisfação sexual um ao outro (se desejado) ao menos uma vez por semana ou providenciem parceiros substitutos que proporcionem a dita satisfação.
6. Deve-se considerar rude para qualquer membro de um grupo unido proibir ou impedir que qualquer outro membro do grupo busque satisfação sexual fora do grupo.
7. Questões de higiene e concepção são de responsabilidade de todos os participantes envolvidos em qualquer atividade sexual.
8. Nenhum gênero é superior ao outro; portanto, chauvinismo sexual é rude.
9. Uma pessoa de qualquer gênero pode participar de qualquer atividade desejada ou abster-se de qualquer atividade que lhe inspirar repulsa, independentemente de associações de gênero culturais tradicionais com atividades específicas.

Capítulo Cinco: Sobre o Sangue

3. Se o sangue for derramado no decorrer de uma caçada e/ou abate de animais mortos para alimentação ou por uma necessidade de sobrevivência semelhante…
4. Se o sangue for derramado em combate justo e honroso ou em acidente genuíno ou em desastre totalmente natural.
5. É rude preparar acidentes fatais ou desastres, exceto em combate justo e honroso.
6. Períodos menstruais são funções naturais a ser abençoadas e desfrutadas como sinal dos mistérios da Feminilidade.
7. Não serão colocadas restrições sobre as mulheres durante suas regras, por causa de suas regras, exceto aquelas auto-impostas pelas mulheres envolvidas em razão de seu próprio conforto.

Capítulo Seis: Sobre a Aparência

1. Todos devem banhar-se uma vez na semana, quer precisem fazê-lo ou não.
2. Roupas de cama devem ser limpas uma vez ao mês, quer seja necessário ou não.
3. Todas as roupas que são usadas devem ser limpas uma vez ao ano, quer seja necessário ou não.
4. O cabelo de todos os gêneros não deve ser cortado em comprimento inferior a dois dedos, exceto quando questões legais ou de sustento tornarem necessária tal mutilação.
5. Para representar a graça e a fecundidade das vinhas que crescem, todos os gêneros deverão usar mechas laterais.
6. Devido aos princípios da Divina Androginia, a vestimenta não deve, de qualquer modo, ser restringida em razão do gênero.
7. Para exprimir o fato de que a Sabedoria é concedida igualmente a todos os gêneros pelos Deuses, solidéus verdes serão usados por todos os gêneros sempre que desejado.
8. Semelhantemente, para exprimir o fato de que todos são igualmente protegidos pelos Deuses, xales verdes podem ser usados por todos os gêneros durante preces e rituais.
9. Qualquer cor não encontrada no espectro visível da luz não é elegante e não deve ser trajada nas vestimentas, nem usada em rituais.
10. O trajar de uma veste de qualquer tipo é opcional, tanto na vida quotidiana quanto em rituais.

Capítulo Sete: Sobre as Guerras e as Armas

1. Todos são encorajados a trazer ao menos uma arma a todo momento e a saber como usar a arma trazida.
2. A violência deve ser sempre mantida num mínimo absoluto; resolvei o problema, não mais, não menos.
3. Um pessoa deve participar de uma guerra somente se estiver convencida de que ela é uma guerra justa e honrosa, necessária a sua própria sobrevivência e à de seus entes queridos.
4. Uma pessoa pode usar toda a violência necessária para proteger-se de um estupro.
5. Pacifistas absolutos estão dispensados de tudo que está neste capítulo.

Capítulo Oito: Sobre a Ecologia

1. Os humanos são apenas parte da Mãe Terra; a tentativa de dominar a Natureza é rude.
2. Se for necessário a alguém caçar ou abater animais a fim de sobreviver, os animais mortos devem ser abatidos rapidamente, misericordiosamente e com ritual adequado e respeitoso.
3. Se um animal perdido chegar à porta de alguém ferido ou a ponto de dar à luz, é educado cuidar dele até que o ferimento esteja curado ou que a cria esteja pronta para seguir a mãe.
4. Para cada árvore cortada por razões de sobrevivência, outra deve ser plantada antecipadamente noutro lugar e o espírito da árvore condenada deve receber um dia e uma noite para deslocar-se à muda recém-plantada, que deve ser da mesma espécie.
5. Quando alguém estiver acampando na floresta, o acampamento deve ser deixado tão ou mais limpo do que estava antes da chegada da pessoa e todos os fogos devem estar apagados e úmidos.
6. É tão educado limpar o ar, a terra e as águas quanto é rude sujar essas coisas.
7. Ama tua Mãe e teu Pai e teus Irmãos todos.

Capítulo Nove: Sobre a Divinação e a Magia

1. Sede cuidadosos sempre com o que pedirdes; podeis obtê-lo.
2. A habilidade para adivinhar o que está oculto é um dom dos Deuses; portanto, todos aqueles que possuem tais talentos devem usá-los em seu próprio benefício e em benefício daqueles que buscarem conselho.
3. Nenhuma forma de adivinhação é superior a outra; são todas igualmente abençoadas pelos Deuses.
4. Nenhum adivinho é infalível e afirmar sê-lo é uma rude fraude.
5. A Adivinhação e a Magia são trabalho duro; portanto, permite-se pedir recompensa a não-druidas pelos esforços realizados.
6. É rude usar Magia sobre outro ser senciente sem sua permissão expressa; exceto em caso de guerra ou em caso de incapacidade para dar permissão provocada por inconsciência, juventude ou incapacidade para compreender a oferta de cura feita por alguém.

Capítulo Dez: Sobre as Práticas Litúrgicas

1. É educado seguir os costumes de outros movimentos do Druidismo Reformado, desde que não contradigam os do Druidismo Hassídico.
2. O equipamento ritual deve ser barato, feito à mão e de materiais naturais, tais como pedra, vidro, madeira ou metal.
3. Os cálices são de várias cores para vários propósitos, a saber: cálices vermelhos são o padrão para os serviços de adoração semanais e para os Grandes Dias Sagrados…
4. … cálices amarelos são para os serviços de adoração extraordinários e são usados para as ordenações da Segunda Ordem e para circular entre aqueles que não podem consumir bebidas alcoólicas…
5. … cálices verdes são sagrados para Grannos e usados em rituais de cura…
6. … cálices azuis são usados em rituais domésticos, especialmente nos serviços do Fim-de-Semana e para divinação e rituais bárdicos.
7. Outras cores de cálices e equipamento ritual podem ser usadas para outros propósitos e as cores listadas acima podem ser alteradas para adequar-se aos sistemas mágicos de qualquer Druida Hassídico.
8. Druidas Hassídicos podem adorar quaisquer Deuses e Deusas que desejarem em acréscimo àqueles listados em “As Crônicas Druídicas”.
9. Druidas Hassídicos podem unir-se à adoração de qualquer outro grupo neo-pagão que desejarem, desde que tal adoração não contenha elementos rudes.
10. Druidas Hassídicos são encorajados a criar novos rituais, orações, hinos, dias sagrados e outros elementos rituais concebidos para glorificar os Deuses, desde que tais criações não sejam rudes.
11. É rude para um Druida Hassídico não ser capaz de compor poemas ou canções ou uma benção para qualquer ocasião.

Capítulo Onze: Sobre a Cura

1. A chave é a temperança, que é a moderação em todas as boas coisas e a abstinência de todas as coisas ruins.
2. A limpeza é importante, mas apenas coisas materiais devem ser esterilizadas.
3. A dor não é boa, nem má: é um aviso.
4. A dor deve ser controlada primeiramente pela vontade e por exercícios mentais; somente depois de falharem estes deverá alguém recorrer a outros métodos para suprimir a dor.
5. É rude colocar em perigo vossa saúde ao ignorardes os sinais da doença ou do ferimento.
6. Não sejais ansiosos nem relutantes para usardes métodos de cura novos ou estranhos, mais considerai sempre os métodos mais naturais primeiramente.
7. Não permitais que vossos corpos sejam abertos, a não ser que a vida esteja em jogo.
8. É mais importante tratar as causas do que os sintomas.
9. As palavras de alguém que nunca experimentou a gravidez não devem ser consideradas com tanto peso quanto as de alguém que já a experimentou quando questões de concepção e aborto forem discutidas.
10. Que as parteiras sejam honradas entre vós e que aquele que é sábio nos caminhos das ervas e da cura seja considerado mais nobre que o mais bravo guerreiro.

Capítulo Doze: Sobre o Tempo Hassídico

1. Os Druidas Hassídicos usam primordialmente o sistema de calendário desenvolvido pelos Druidas Cismáticos da América do Norte, baseado naquele dos Druidas Reformados da América do Norte, com adições.
2. Famílias individuais podem escolher um calendário individual, mas, uma vez escolhido, deve ser mantido.
3. A semana começa com o poente na Bétula-véspera e cada dia começa ao pôr do sol, a escuridão sendo a véspera e a luz sendo o dia.
4. A semana, equiparada ao calendário civil, corre do seguinte modo: do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol do sábado é Bétula-véspera e Bétula-dia; do pôr do sol de sábado ao pôr do sol de domingo é Carvalho-véspera e Carvalho-dia; do pôr do sol de domingo ao pôr do sol de segunda-feira é Álamo-véspera e Álamo-dia; do pôr do sol de segunda-feira ao pôr do sol de terça-feira é Bordo-véspera e Bordo-dia; do pôr do sol de terça-feira ao pôr do sol de quarta-feira é Sorveira-véspera e Sorveira-dia; do pôr do sol de quarta-feira ao pôr do sol de quinta-feira é Pinheiro-véspera e Pinheiro-dia; do pôr do sol de quinta-feira ao pôr do sol de sexta-feira é Oliveira-véspera e Oliveira-dia.
5. Deve-se considerar o Fim-de-Semana como se prolongando do pôr do sol no começo da Bétula-véspera, ao pôr do sol, no fim do Carvalho-dia.
6. Sempre que possível, o Fim-de-Semana começará com uma celebração ritual em cada lar e toda forma de festejo, celebração e relaxamento continuará no seu decorrer.
7. É rude concentrar-se durante o Fim-de-Semana em questões sobre as quais já se concentra pesadamente no restante da semana.
8. Os meses e estações do ano, juntamente com suas cores e metais, são os seguintes: Geimredh; novembro, dezembro e janeiro; vermelho
purpúreo, púrpura e púrpura azulado, respectivamente; prata e chumbo…
9. Earrach; fevereiro, março e abril; azul, azul esverdeado e verde, respectivamente; cobre e mercúrio…
10. Samradh; maio, junho e julho; verde amarelado, amarelo e amarelo alaranjado, respectivamente; ouro e eletro…
11. Foghamhar; agosto, setembro e outubro; cor de laranja, alaranjado avermelhado e vermelho, respectivamente; bronze e ferro.
12. Há muitos que iniciam esses meses de acordo com o calendário druídico, ao invés do calendário civil e isso não é rude; mas é melhor se um Bosque inteiro seguir o mesmo padrão.

Capítulo Treze: Sobre os Estados Alterados de Consciência

1. Todo ser senciente vive num universo único e tem o direito de viver nesse universo ou em qualquer outro universo que ele ou ela venha a escolher para ocupar ou visitar.
2. A totalidade interligada de todo o universo percebido e perceptível é chamada o Multiverso e está além de descrição.
3. É rude induzir outra entidade a alterar seu estado de consciência.
4. É rude impedir outra entidade de alterar seu estado de consciência.
5. Existem muitos meios para alterar o estado de consciência de alguém, entre eles: exercícios respiratórios, exercício físico,
exercícios sexuais, exercícios psíquicos, exercícios religiosos e a ingestão de substâncias químicas naturais e artificiais.
6. Todos esses são dons dos Deuses, concebidos para ajudar-nos a expandir nossa percepção em relação a Eles e ao Multiverso e devem ser tratados com reverência e carinhosamente.
7. A principal técnica usada para a alteração dos estados de consciência na maior parte da adoração do Druidismo Hassídico é a ingestão das águas-da-vida.
8. Outras técnicas podem ser usadas em rituais, desde que o líder seja competente e tenha feito explicações completas ao todos os participantes previamente.
9. É proibido usar métodos de alteração da mente de tal forma que provoquem grave dano físico, mental, psíquico ou legal a si mesmo ou a outros.
10. As visões percebidas durante os estados alterados de consciência podem ser mensagens dos Deuses, mas devem sempre ser compartilhadas e testadas pelo Bosque antes de ser aceitas como determinantes.

Capítulo Quatorze: Sobre o Relacionamento com os Estranhos

1. Outros Pagãos devem ser tratados como irmãs e irmãos.
2. Os heréticos são companheiros em potencial; é educado conversar com eles.
3. Os céticos são divertidos; tende muitos como amigos.
4. Os cínicos são uma praga; evitai-os como tal.
5. Os fanáticos são perigosos, pois seus corações estão fechados.
7. Carregai uma colher comprida aonde quer que fordes.
8. Não sejais exibidos nem excessivamente tímidos, mas lembrai-vos: ninguém gosta de um missionário.
9. Sede cuidadosos quanto a seduzirdes os filhos deles.
10. Sede cautelosos ao dizer-lhes verdades desagradáveis, especialmente a respeito deles mesmos.
11. Jamais espereis que eles vivam de acordo com nossos padrões.

Capítulo Quinze: Sobre o Estudo e a Sabedoria

1. Quando uma ou mais leis forem escolhidas da Mishmash, lidos os comentários que as acompanham e debatidas as matérias envolvidas com perspicácia e graça, isso é um Puxão-de-Cabelo.
2. É educado que um Puxão-de-Cabelo dure ao menos uma hora em cada ocasião.
3. O Puxão-de-Cabelo deve ser feito por toda família ao menos uma vez a cada Fim-de-Semana.
4. É educado que o Puxão-de-Cabelo seja feito por um Bosque inteiro depois dos serviços.
5. Também é educado para um Bosque realizar semanalmente o Puxão-de-Cabelo a portas fechadas durante a Estação do Sono, ao invés dos serviços ao ar livre.
6. O Puxão-de-Cabelo pode ocorrer a qualquer momento entre dois ou mais Druidas Hassídicos e isso também é educado.
7. Cada Bosque deverá ter uma biblioteca onde os membros possam encontrar-se para o estudo e o Puxão-de-Cabelo.
8. Um sábio na casa é uma benção dos Deuses; quão mais abençoada é a casa onde vários sábios se encontram!
9. Se estiver ensinando o jovem ou o ignorante ou preparando-se para o fazer, um sábio poderá ser dispensado de muitos deveres domésticos.
10. Ginástica metafísica é grosseira, exceto quando alguém estiver ensinando seu poder, humor e perigo.
11. Não é educado divorciar a teoria da ação.
12. Ninguém pode ser um sábio sozinho.
13. Plantai um bosque de carvalhos sobre a Mishmash.

Tradução: Bellouesus /|\

Crom Dubh e Lughnasadh

CROM

O grande festival da colheita de Lughnasadh é considerado o ponto alto do ano sazonal e foi celebrado em toda a Ériu em cerca de 180 localidades diferentes. Vários historiadores, tradicionalistas e folcloristas acreditam que esse festival seja somente o resto de uma antiga celebração em honra de Crom Dubh (ou Crom Cruach, com o qual é geralmente identificado), uma deidade dispensadora de abundância mas pouco conhecida, que não aparece na mitologia e pode originalmente ter sido o/a igualmente enigmático/a deus/a Crón (talvez a Caoranach).

A antiga Planície das Prostrações, Mag Slécht ou Moylet, perto de Coill an Chollaigh, em Cabháin, é usualmente mencionada nos contos encontrados no Ciclo Mitológico. Embora grandes batalhas tenham ocorrido ali, é mais notada como o local do Círculo de Crom Cruach (Crom Crúaich, Cenn Cruaich, Cend Crúaich, Cenn Cróich, Cenn Croth Cromm Cruaich ou Crom-eocha, de acordo com Vallencey) ou Crom Dubh. Esse círculo sagrado de pedras era composto por doze rochas e um pilar central que se acreditava representar Crom Cruach, ídolo principal (ídal ard) dos irlandeses (Ba hé a ndía, ele era seu deus; Cenncroithi id est caput omnium deorum), supostamente coberto de ouro e prata (auro et argento ornato). Esse local foi no passado um importante centro das celebrações de Lughnasadh até São Patrício supostamente partir o pilar em seu esforço para extirpar a adoração pagã em Ériu.

A Dindsenchas (versão métrica) explica: “É a ele que costumavam sacrificar os primeiros nascidos (cétgein) de cada prole e os primogênitos (prímgein) de cada família”, o que talvez incluísse animais além das crianças humanas, com o fim de assegurar bom clima e o suprimento anual de grãos e leite, além da fertilidade do gado.

A Dindsenchas também explica que Lugh instituiu o festival de Lughnasadh em honra de Tailtiu, deusa irlandesa dos grãos ou da colheita, talvez também uma deusa solar no passado, sua mãe adotiva. Tailtin, que dela recebeu o nome, era o local original do mais importante Lughnasadh de Ériu. A assembleia antiga chamava-se Áenach Tailteann, e, até os tempos históricos, foi famosa por seus casamentos, especialmente os de “um ano e um dia”.

Tailtiu, “filha do rei da Espanha”, era a esposa do último rei dos Fir Bolg, Eochu mac Eirc. É conhecida por roçar a floresta de Coill Cuan, o que a teria matado de fadiga “nas calendas de agosto”, numa segunda-feira (dia da Lua). Após sua morte, “a mais importante feira de Ériu” passou a ocorrer em Tailtin na celebração estival de Lughnasadh, sendo a rainha enterrada em Mullach Aiti perto de Tailtin.

Tailtin é o lugar onde os Mac Miled finalmente derrotaram as Tuatha Dé Danann e onde suas três deusas, Banba, Fodla e Ériu, foram mortas, ou simbolicamente sobrepujadas, depois do que as Tuatha Dé entraram na terra para juntar-se aos Sídhe. Situa-se às margens do Bó Guaire, rio irmão do grande Bó Find (o Bóinne), que a liga ao centro sagrado de Sliabh na Cailleach ou Colina da Bruxa. Sliabh na Cailleach foi identificada como o local do sepultamento de Tailtiu e é também mencionada na mitologia como o antigo lugar de descanso dos reis de Ulaid.

Assim, há dois locais de sepultamento para uma só deusa. Talvez Sliabh na Cailleach seja onde Tailtiu como deusa solar está enterrada, enquanto Mullach Aiti seja onde Tailtiu como deusa da colheita está enterrada. Tailtin foi outrora o tradicional centro sagrado para a celebração de Lughnasadh.

Bellouesus /|\