Arquivo mensal: setembro 2013

Ritos de Adoração, Consagração e Benção

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Os rituais podem ser divididos em três grandes categorias:

R. I – Adoração e Homenagem

R. II – Consagração

R. III – Benção

De acordo com a sua finalidade. Tudo que se relaciona a qualquer rito deve ser pensado em função do seu objetivo.

R. I (Ritos de Adoração e Homenagem) – têm como objetivo central estabelecer e manter a conexão com o Sagrado. Em uma relação espiritual de trocas recíprocas, como proposto pelo Druidismo, cabe aos humanos louvar, venerar e honrar os Deuses, reconhecer e honrar os Ancestrais de sangue e espirituais, bem como os Espíritos Locais.

R. II (Ritos de Consagração) – são as cerimônias que têm por fim provocar ou reconhecer uma mudança ontológica (de um estado do ser para outro). Quando um objeto é consagrado para uso ritual, ele passa de um estado mundano ou profano para a esfera da sacralidade, onde recebe nova identidade e passa a servir em outro contexto. A transformação do grão cru em alimento cozido é uma ótima imagem para essa passagem e, por esse motivo, o fogo é uma presença fundamental sobretudo em Ritos de Consagração.

Dentro dos Ritos de Consagração encontram-se os de Sacralização, que comumente se confundem com aqueles. A sacralização é o ato que dá um novo contexto a algo ou alguém que de algum modo relacionam-se ao Sagrado, mas sem transferi-lo ao plano do Sagrado. Um exemplo é o casamento. O casamento por si mesmo é apenas um contrato civil. Contudo, se os nubentes buscarem o reconhecimento de outras pessoas e as bençãos dos Deuses para essa união, o casamento muda de contexto. Passa da esfera puramente civil e mundana ao plano do Sagrado, embora os recém-casados, em sua individualidade, não tenham sofrido mudança de condição. Os ritos de passagem e os iniciáticos são na verdade ritos de Sacralização.

R. III (Ritos de Benção) – são semelhantes aos de Consagração. A diferença encontra-se na inexistência de transformação ontológica. Uma benção dá a uma pessoa ou objeto um dom especial, mas não muda o seu contexto. Um doente que receba uma benção de cura pode obter cura, sem que isso implique em qualquer outra modificação de sua condição anterior. Ritos de benção aplicam-se a pessoas, animais, objetos e a qualquer coisa que se possa investir com a força do Sagrado.

O primeiro passo para compreender e construir qualquer rito é determinar o seu objetivo básico.

Bellouesus /|\

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Imbas forosnai

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Imbas forosnai .i. dofuarascaib secip ret bas maith lasin filid 7 bes adlaic dó d’foillsiugad. is amlaid didiu dognither on .i. concna in file mir do carna dirg muice no con no cait ocus dobir .i. iarom for lic iar cul na comlad 7 dichain dichetal fair 7 adodpair do deib idal 7 cotigair dó 7 ni fagaib iarnabaroch, 7 dochain iarom for a di bois 7 congair deo idal cuige arna tarmascthar a codlud 7 dobeir a di bois ima di lecain 7 contuli 7 bithir og a foraire ar nachn-imparræ 7 nach toirmescae neach, agas doadbanar do iarom anni aradmbí co cend nómaide no a duo no a tri, fut ngair conmessad ocind audbairt. et ideo imbas dicitur .i. bas disiu 7 bass anall im a agaid no im a cend. atrorbe Patraic anisin, 7 an teinm laoda 7 fotroirgell a briathar na bad nimhe na talman nach aon dogenai, ar is diultad bathis. dicetal docennaib immorro fodracbad son i corus cerdæ, ar is soas fodera son ni ecen audbairt do demnaib oca, acht aisneis do cennaib a chnamae fochedoir.

Imbas forosnai (conhecimento abrangente que ilumina), isto é, descobre tudo que o file deseja saber e que deseja tornar manifesto. Assim ele é feito. O file mastiga um pedaço da carne de um porco vermelho ou de um cão ou de um gato e depois coloca-a na pedra atrás da porta e sobre ela pronuncia um encantamento e oferece-a a seus ídolos e depois chama a si seus ídolos e então, se não acha [sua resposta] pela manhã, entoa encantamentos sobre suas duas palmas e chama a si outra vez os seus ídolos a fim de que o seu sono não seja perturbado e ele deita-se e é velado para que ninguém possa interromper ou perturbá-lo até que se-lhe revele tudo o que lhe interessa, o que pode levar um minuto ou dois ou três, ou por tanto tempo quanto ele tenha de permanecer na cerimônia; et ideo dicitur [ e por esta razão chama-se] imbas, ou seja, suas duas palmas sobre ele, isto é, uma palma em cada uma de suas bochechas. Padráig aboliu isso e o teinm laegda e ele determinou que quem quer que os praticasse não teria céu nem terra, pois renunciaria ao batismo. Dicetal do chenaib (récita improvisada), então, foi permitida, por ser composta pelo mérito de sua arte, pois este é o motivo: não é nele necessária nenhuma oferenda aos demônios, mas há uma revelação súbita das pontas dos dedos do poeta.

Fonte: Sanas Cormaic (“Glossário de Cormac”)

Tradução: Bellouesus /|\