O Homem Universal???

homunBum yn lliaws rith
Kyn bum kisgyfrith.

Estive numa multiplicidade de formas
Antes de assumir um aspecto constante.

De: Kat Godeu (“A Batalha das Árvores”), Llyfr Taliesin, VIII (“Livro
de Taliesin”, 8)

Gvolychaf vyn tat.
Vyn duw vyn neirthat.
A dodes trwy vy iat
Eneit ym pwyllat.
Am goruc yn gwylat.
Vy seith llafanat.
O tan a dayar.
A dwfyr ac awyr.
A nywl a blodeu
A gwynt godeheu.
Eil synhwyr pwyllat
Ym pwyllwys vyn tat.
Vn yw a rynnyaf.
A deu a tynaf.
A thri a wedaf.
A phetwar a vlassaaf.
A phymp a welaf.
A chwech a glywaf.
A seith a arogleuaf.

Adorarei meu pai,
meu Deus, meu fortalecedor,
que introduziu por minha cabeça
uma alma para guiar-me,
que para mim fez no discernimento
minhas sete faculdades.
Do fogo e da terra,
da água e do ar,
de brumas e flores
e do vento meridional.
Outros sentidos da consciência
para mim teu pai criou.
Um é o instinto,
com o segundo eu toco,
com o terceiro chamo,
com o quarto saboreio,
com o quinto vejo,
com o sexto ouço,
com o sétimo cheiro.

De: Kanu y Byt Mawr (“A Canção do Macrocosmo”), Llyfr Taliesin, LV (“Livro de Taliesin”, 55)

Is fisigh cidh diandernadh adham .i. do viii rannaib: in céd rann do talmain: indara rann do muir: in tres rand do ghrein: in cethramha rann do nellaib: in cuigid rann do gaith: in séisedh rann do clochaibh: in sechtmadh rann don spirad naomh: intochmadh rann do soillsi in domuin.

Vale a pena saber que Adão foi feito de oito partes, isto é: a primeira parte, a terra; a segunda parte, o mar; a terceira parte, o sol; a quarta parte, as nuvens; a quinta parte, o vento; a sexta parte, as pedras; a sétima parte, o Espírito Santo; a oitava parte, a luz do mundo.

Rand na talman, as í sin in colann in duine : rann na mara, is í sin fuil in duine: rann na greine a ghne 7 a dreach: rann donéllaib [ilegível]; rann na gaoithe anal an duine: rann na cloch a chnamha: rann in spirada naoiin in anmain [leia-se: a anam]: an rann dorighnedh do soillsi in domuin as í sin a chráigheacht [leia-se: chráibhdheacht].

A parte da terra, essa é o corpo do homem; a parte do mar, essa é o sangue do homem; a parte do sol, seu rosto e sua compostura; a parte das nuvens, [ilegível]; a parte do vento, a respiração do homem; a parte das pedras, seus ossos; a parte do Espírito Santo, sua alma; a parte que foi feita da luz do mundo, essa é a sua devoção.

Madhi in talmaidhecht bhus fortail isin duine bud leasc. Madhi in muir budh enaidh. Madhí an grian bud alainn beódha. Madhiat na neoil bud etrom druth. Madhi in gaoth bud laidir fri gach. Madhiat na clocha bud cruaidh do traothafdh 7 bu gadaighe 7 bu sanntach. Madhí in spirad naomh bud béodha deghgnéach 7 bud lan do rath in scribtuir dhiadha. Madhi in tsoillsi bú duine sográdhachsotoghtha.

Se o elemento terrestre prevalecer no homem, ele será indolente. Se for o marinho, ele será inconstante. Se for o solar, será belo, vigoroso. Se forem as nuvens, será superficial, tolo. Se for o vento, será robusto contra todos. Se forem as pedras, será difícil de dominar, um ladrão e cobiçoso. Se for o Espírito Santo, será intenso, de boa aparência e cheio da graça da divina escritura. Se for a luz, será um homem merecedor de amor e sensato.

De: Códice Clarend, vol. XV, fol. 7., p. 1, col. a, manuscrito do Museu Britânico (catalogado como Additional, 4783)

Na Introdução do Senchus Mór (um texto jurídico composto na época de Lóegaire, o último rei pagão da Irlanda) está escrito:

Ina diaig sin Connla Cainbrethach, sui Connacht; do roiscridhe do feraib Erenn i ngais, os e co rath in Spiruta naoim; is é do-gne conflicht na Druidhe, asberddissidhe badur et do dena nem ocus talam ocus muir, 7rl (depois dela veio Connla Cainbrethach, grande sábio de Connacht; ele ultrapassava todos os homens de Ériu em sabedoria, pois era um “file” com a graça do Espírito Santo; ele costumava discutir com os Druidas, que diziam terem feito o céu e a terra e o mar etc.).

O Satapatha Brahmana, texto indiano que descreve detalhes dos ritos védicos, dá as instruções para o Purushamedha (Parte V, 13:6:1 a 13:6:11). Purushamedha significa literalmente “sacrifício humano”. Purusha é o ser humano primordial, um gigante cósmico sacrificado pelos próprios deuses para dar início à criação do universo.

Se os celtas possuíam uma versão do Purusha védico (comparável ao Adam Kadmon, Homem da Terra, da Cabala, ao Ánthropos da Gnose e ao gigante Ymir ou Aurgelmir da mitologia nórdica), isso seria uma explicação possível para o sacrifício humano entre os celtas e para a afirmação dos druidas irlandeses que o Senchus Mór registra: o sacrifício humano reconstitui o ato de criação do universo pelo sacrifício do homem arquetípico, com os sacerdotes desempenhando o papel dos deuses e reencenando periodicamente (ou sazonalmente) a criação do mundo pela morte de uma vítima que representa o gigante do começo dos tempos.

Na concepção indiana do Vedanta, janmādy asya yatah, a verdade absoluta de que tudo emana, tem sua personificação em Purusha, que é pura consciência e contrasta com Prakrti, o mundo material.

Contudo, o Purushamedha védico era originalmente um ato simbólico.

Bellouesus /|\

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