Os Espólios de Annwfn

Livro de Taliesin, 30

Louvarei o soberano, supremo rei do país,
Que ampliou seus domínios até os confins do mundo.
Completo estava o cativeiro de Gweir em Caer Sidi
Graças à malícia de Pwyll e Pryderi.
Ninguém antes dele chegara até lá.
A pesada corrente azul prendia o jovem fiel
E ante os espólios de Annwn dolorosamente ele canta
E até o julgamento continuará um bardo de intercessão.
Três vezes o bastante para encher Prydwen, até lá fomos.
Exceto sete, ninguém voltou de Caer Sidi.

Não sou eu um candidato à fama se uma canção for ouvida?
Em Caer Pedryfan, quatro os seus giros.
Na primeira palavra do caldeirão, quando pronunciada,
Pelo alento de nove donzelas foi ele gentilmente aquecido.
Não é o caldeirão do senhor de Annwn? Qual sua intenção?
Uma saliência sobre sua borda de pérolas.
Não cozinhará a comida de um covarde que não tenha sido jurado,
Cintilando, uma espada brilhante para ele foi erguida
E na mão de Lleminawg foi ela deixada.
E diante da entrada do portal de Uffern a lâmpada queimava.
E quando chegamos com Arthur, um trabalho esplêndido,
Exceto sete, ninguém retornou de Caer Fedwyd.

Não sou um candidato à fama com a canção ouvida
Em Caer Pedryfan, na ilha da forte porta?
O crepúsculo e a escuridão de breu foram misturados juntos.
Brilhante vinho sua bebida ante o seu séquito.
Três vezes o bastante para encher Prydwen viemos pelo mar.
Exceto sete, ninguém voltou de Caer Rigor.

Não merecerei muito do soberano da literatura.
Além de Caer Wydyr não viram a bravura de Arthur.
Três vintenas de centúrias pararam no muralha,
Difícil era a conversa com seu sentinela.
Três vezes o bastante para encher Prydwen lá fomos com Arthur.
Exceto sete, ninguém voltou de Caer Golud.

Não merecerei muito daqueles com longos escudos.
Eles não sabem qual o dia, qual o causador,
Em que hora no dia sereno Cwy nasceu.
Quem fez com que ele não fosse aos vales de Defwy.
Não conhecem o boi malhado, larga a faixa de sua cabeça.
Sete vintenas de saliências em sua coleira.
E, quando viemos com Arthur de aflita memória,
Exceto sete ninguém retornou de Caer Fandwy.

Não merecerei muito daqueles com propensões relaxadas.
Eles não sabem em que dia o chefe foi originado,
Em que hora no dia sereno o proprietário nasceu,
Qual animal eles mantêm, prateada sua cabeça.
Quando fomos com Arthur do aflito combate,
Exceto sete, ninguém voltou de Caer Ochren.

Monges congregam-se como cães num canil,
Pelo contato com seus superiores adquirem conhecimento.
É um o curso do vento, é uma a água do mar?
É uma a centelha do fogo, do tumulto irrestringível?
Monges congregam-se como lobos,
Pelo contato com seus superiores adquirem conhecimento.
Eles não sabem quando a noite profunda e a aurora se dividem,
Nem qual é o curso do vento, ou quem o agita,
Em que lugar ele morre, sobre qual terra ruge.
A tumba do santo está sumindo do túmulo-altar.
Orarei ao Senhor, o grande supremo,
Que eu não seja desventurado. Cristo seja minha parte.

Tradução: Bellovesos /|\

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